O Programa Universidade Gratuita e a Formação de Professores em Santa Catarina

Autores

Palavras-chave:

Políticas educacionais;, Educação Superior, licenciaturas, Programa Universidade Gratuita, Educação a Distância

Resumo

O estudo tem como objeto de pesquisa os cursos de licenciatura no estado de Santa Catarina no contexto do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024. Nesta perspectiva, nos orientamos pelo seguinte problema de pesquisa: quem está formando os professores em Santa Catarina? Paralelamente a isso temos as seguintes questões de pesquisa: (i) quem são as instituições de educação superior, por natureza jurídica, que estão formando os professores? (ii) Qual é a participação das modalidades presencial e EaD? (iii) Quais são as universidades contempladas pelo Programa Universidade Gratuita (PUG) e quais são os cursos de licenciaturas que elas ofertam? (iv) Como os estudantes dos cursos de licenciatura estão se apropriando dos recursos disponibilizados pelo PUG? Tendo em vista essas questões, o trabalho visa alcançar o seguinte objetivo geral: analisar o perfil das instituições de educação superior que ofertam os cursos de licenciaturas presencias e EaD em Santa Catarina. Para atingir o objetivo geral temos os seguintes objetivos específicos: (i) investigar como estão distribuídas as Instituições de Ensino Superior (IES), por natureza jurídica, ao longo das microrregiões do estado; (ii) situar as IES contempladas pelo PUG e quais são os cursos de licenciatura que elas ofertam; (iii) analisar o impacto das universidades comunitárias e privadas, atendidas pelo PUG, na formação de professores; (iv) examinar a relação entre a formação de professores e os indicadores de qualidade da educação básica, ênfase o IDEB. Do ponto de vista metodológico, o estudo em questão possui caráter exploratório-descritivo a partir de uma abordagem qualitativa (pesquisa bibliográfica e documental) e, também, quantitativa (microdados do INEP). Por fim, a lente utilizada para interpretar a realidade é o método histórico dialético. Para tanto, nos baseamos nos estudos de Marx (1978, 2011, 2013), Bourdieu (2014), Cury (1986), Chauí (2003), Santos (2022), Sguissardi (2015) e Shiroma (2000).

Referências

BOURDIEU, Pierre. Sobre o Estado. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

CHAUÍ, Marilena de Souza. A universidade pública sob nova perspectiva. São Paulo: Unesp, 2003.

CURY, Carlos Jamil. Educação e contradição: elementos metodológicos para uma teoria crítica do fenômeno educativo. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 1986.

MARX, Karl. Teses contra Feuerbach. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978.

MARX, Karl. Grundrisse: manuscritos econômicos de 1857-1858: esboços da crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2011.

MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Livro I. São Paulo: Boitempo, 2013.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A crítica da razão indolente. Contra o desperdício

da experiência. São Paulo: Cortez, 2022.

SGUISSARDI, Valdemar. Educação Superior no Brasil. Democratização ou massificação mercantil? Educação & Sociedade, [s. l.], v. 36, n. 133, p. 867-889, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/mXnvfHVs7q5gHBRkDSLrGXr/?lang=pt Acesso em: 27 de junho de 2026.

SHIROMA, Eneida et al. Política educacional: a reforma como política educacional

dos anos 90. Rio de Janeiro: PD & A Editora, 2000.

Downloads

Publicado

27-08-2026