QUE TEMPO HÁ PARA SER PROFESSORA?
Palavras-chave:
Tempo, Docência, Experiência.Resumo
Esta pesquisa, no campo da Educação, problematiza a política do tempo na contemporaneidade e suas implicações sobre a docência. A partir de um recorte de gênero, a problemática central investiga "que tempo há para ser professora?" diante da imposição de uma cultura da performatividade, traduzida no que se convencionou chamar de "culto ao útil (Souza, 2020; Biesta, 2012.)". O objetivo principal é compreender como essa exigência por produtividade afeta o tempo das educadoras e afasta a escola do seu sentido original de scholé (tempo livre para estudo e reflexão) (Biesta, 2018). Para isso, o estudo analisará criticamente os impactos das demandas burocráticas e formativa no que diz respeito a questões de cansaço, adoecimento e identidade docente. Tratando-se de uma pesquisa qualitativa em andamento, a metodologia delineada utilizará a observação com registros em diário de campo e a realização de entrevistas semiestruturada com professoras, sendo os dados futuramente interpretados por meio da análise textual discursiva. O percurso analítico é alicerçado em um referencial teórico que se baseia em Gert Biesta, para discutir os propósitos da educação, a era da mensuração e o dever institucional de resistir; Jorge Larrosa, para conceituar o professor como sujeito da experiência em oposição ao mero sujeito da informação e do acúmulo de tarefas; e Ricardo Timm de Souza, para embasar a crítica à lógica estritamente utilitária. Com este delineamento, o estudo busca estruturar uma reflexão sobre os sentidos e os custos humanos da aceleração produtivista e a cobrança por permanente formação na docência, e as possíveis consequências de tais práticas.
Referências
BIESTA, Gert. A boa educação na era da mensuração: o que é, por que é necessária e como
pode ser alcançada. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 42, n. 147, p. 808-825, set./dez. 2012.
BIESTA, Gert. O dever de resistir: sobre escolas, professores e sociedade. Educação, Porto
Alegre, v. 41, n. 1, p. 21-29, jan./abr. 2018.
LARROSA, Jorge. Tremores: escritos sobre experiência. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica
Editora, 2015.
SOUZA, Ricardo Timm. Crítica da razão idolátrica. Porto Alegre, RS: Zouk 2020.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-graduação em Educação - SEPEQPPGE

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Submeto o trabalho apresentado como texto original à Comissão Científica do IV SEPEQPPGE, e concordo que os direitos autorais a ele referentes se tornem propriedade do Anais do IV SEPEQPPGE da UFFS.
Observação: Caso houver dúvidas sobre a licença, o apresentador deve entrar em contato com a Comissão Organizadora através do e-mail claudecir.santos@uffs.edu.br
