CARACTERIZAÇÃO DE PACIENTES ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE NUTRIÇÃO.
Palavras-chave:
Clínica-Escola; Atendimento Nutricional; Perfil Sociodemográfico; Dietoterapia.Resumo
Para que os atendimentos nutricionais se tornem cada vez mais eficientes, é extremamente importante caracterizar a população que busca pelo atendimento, garantindo um acolhimento voltado às principais necessidades. A Clínica-Escola de Nutrição, inserida na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus - Realeza, oferece atendimentos nutricionais gratuitos e individuais para a comunidade, além de oferecer aos acadêmicos de nutrição experiências práticas. O objetivo deste trabalho foi analisar o perfil dos pacientes que foram atendidos durante o primeiro semestre do ano de 2024, nesse ambulatório de nutrição clínica. Foi realizado um estudo transversal, observacional, descritivo. Os dados foram coletados através dos prontuários de consultas realizadas pelos estagiários do curso de Nutrição, sendo que os dados incluíram informações como número de pacientes atendidos, motivo da consulta, gênero, faixa etária, escolaridade, profissão, estado civil, renda familiar, patologias e índice de massa corporal (IMC). O programa Microsoft Excel foi utilizado para as análises estatísticas descritivas. Durante o período de março a junho de 2024, foram atendidos 31 pacientes. A análise mostrou que a maioria dos pacientes (35,5%) possuía ensino fundamental incompleto, enquanto 25,8% tinham ensino superior completo. A faixa etária predominante foi de adultos (19 a 59 anos), totalizando 14 pacientes. Os principais motivos para a procura do atendimento foram: hipertrofia muscular (24,2%), seletividade alimentar (18,2%) e perda de peso (15,2%). Quanto às patologias dos pacientes, 16 negaram alterações na saúde, e as demais relatadas foram: intolerância à lactose, hipertensão arterial sistêmica (HAS), ansiedade, depressão e hipotireoidismo. Em relação ao IMC, 15 pacientes foram classificados como eutróficos, 12 estavam acima do peso, inclusive com diferentes graus de obesidade, 2 abaixo do peso e 2 não foi possível a classificação. Quanto à renda, a distribuição foi a seguinte: 17 pertencem à classe C, 6 à classe A+B, 6 à classe D+E, e 2 pacientes não souberam informar sua renda. Através dos dados obtidos, pôde-se observar que o público atendido possui características diversas, no entanto, há uma tendência pela busca do atendimento nutricional visando educação alimentar e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, a exemplo da HAS e obesidade. Conhecer o perfil dos pacientes auxiliará no planejamento de ações voltadas especificamente às necessidades demandadas por aqueles que almejam orientações dietoterápicas pautadas pelo profissional nutricionista.
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