O PROGRAMA DE EXTENSÃO PEMSEMOB: A ESCOLA DE CICLOVIAGEM COMO EXPERIÊNCIA DE MEDIAÇÃO AO CICLOTURISMO

Autores

  • Júlia Samily Kich Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Fábio Carminati Universidade Federal da Fronteira Sul campus Chapecó

Palavras-chave:

cicloturismo, mobilidade ativa, cultura ciclística

Resumo

O projeto de extensão “Pedalar para quê?” surgiu em 2019, em parceria com a Associação Comunitária e Educativa Ecoefapi. Desde então, vem se consolidando como um projeto que busca promover a ampliação do horizonte pessoal e coletivo através do incremento de possibilidades modais pelo uso da bicicleta e do estabelecimento de parcerias, tanto com a sociedade civil organizada quanto com os órgãos públicos relacionados à mobilidade urbana. Em 2025 passa a compor o Programa de Extensão em Mobilidade Social e Espacial (pemsemob). Nesse horizonte, seu principal objetivo é promover o uso reflexivo da bicicleta como meio de mobilidade humana e difundir a cultura da bicicleta; a partir de passeios escolares, minicursos, oficinas, pedais pedagógicos etc. Uma das atividades promovidas pelo projeto consiste na Escola de Cicloviagem. As escolas de cicloviagem são realizadas pela mediação da prática de viajar de bicicleta, com todo o apoio logístico e segurança necessária para uma boa experiência e aprendizagem da autossuficiência em uma cicloviagem. Assim, a experiência de cicloviajar quando aliada há territórios rurais, possibilita o contato com diferentes culturas de resistências de povos tradicionais. No ano de 2025 o projeto realizou duas escolas de cicloviagem, em fevereiro de 2025 na Rota Caiçara de Cicloturismo no Litoral do Paraná, em parceria com o Programa de Extensão Ciclovida, e outra em julho de 2025, no circuito Velho Oeste, que abrange a região oeste de Santa Catarina. As cicloviagens escolas são uma maneira de conectar a proteção da natureza, a alteridade e o turismo à prática da pesquisa e da extensão, pretende-se que a partir da experiência de pedalar em um novo território promover a visibilidade de culturas historicamente ignoradas. Isto ocorre a partir do envolvimento associativista dos visitantes e do visitado com o território, quando ao chegar de bicicleta, o encontro entre os ciclistas e as comunidades locais desenvolve expectativas e estranhamentos que geram também novas proposições. Portanto, escolas de cicloviagens são um bom começo para pensar rotas e propiciar encontros, diálogos, trocas e experiências. A atividade pode significar a abertura de um novo campo de possíveis transformações sociais e fomento a políticas públicas ao envolver os conhecimentos de grupos e seus territórios às ferramentas que a universidade pública pode mobilizar.

Publicado

24-10-2025

Edição

Seção

Ciências Humanas - Extensão & Cultura - Campus Chapecó