MELANOMA CANINO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA
Palavras-chave:
Neoplasias; melanina; melanócito.Resumo
O termo neoplasia refere-se à proliferação anormal e descontrolada de células, sendo as de pele as mais frequentes em cães, representando cerca de 30% dos casos, dos quais 9 a 20% correspondem às neoplasias melanocíticas. Estas originam-se de melanócitos e melanoblastos, responsáveis pela produção de melanina, pigmento que confere cor à pele, pelos e olhos, regulado por fatores genéticos, ambientais e endócrinos. Os melanomas podem ser benignos (melanocitomas) ou malignos (melanomas). Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura sobre epidemiologia, aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos do melanoma em cães. A busca foi feita no Google Scholar, utilizando os descritores “Melanoma, dogs e epidemiology”, abrangendo publicações entre 2023 e 2025, e selecionando apenas trabalhos em português. Dos 71 resultados encontrados, 5 artigos foram selecionados para leitura integral. Segundo a literatura, os melanócitos são células estáveis que podem proliferar após injúrias. Embora derivados de células pigmentadas, os melanomas podem apresentar-se como lesões pigmentadas ou não. Esses tumores ocorrem em várias regiões do corpo, mas são mais frequentes em áreas pigmentadas, como cavidade oral, pele e globo ocular. Para desenvolvimento da neoplasia, não há predisposição racial definida, mas cães acima de dez anos são os mais acometidos, possivelmente devido à exposição solar, manchas preexistentes, fatores hereditários ou agentes carcinogênicos. Uma vez instalado, o melanoma apresenta comportamento agressivo, com rápida proliferação celular, invasão tecidual e metástases. Clinicamente, pode assumir aspecto nodular ou irregular e assimétrico. Histologicamente, classifica-se em fusiforme ou epitelioide, além de melânico ou amelanótico, conforme a quantidade de melanina. O diagnóstico baseia-se em características macro e microscópicas, que permitem avaliar o grau de malignidade. O tratamento de eleição é a excisão cirúrgica, frequentemente associada à remoção dos linfonodos regionais para verificação de metástases. Contudo, o prognóstico é desfavorável, com taxa de mortalidade próxima a 90% e tempo médio de sobrevida de até um ano, mesmo após cirurgia. A investigação do sítio primário da neoplasia é essencial para a definição terapêutica e prognóstica, considerando que apenas cerca de 10% das lesões têm origem cutânea. A localização, o estágio e a presença de metástases são determinantes prognósticos. Tumores em cabeça e pescoço apresentam evolução mais agressiva e prognóstico reservado, devido à alta capacidade de invasão. Conclui-se que o melanoma em cães é uma neoplasia frequente, de comportamento agressivo e prognóstico geralmente desfavorável. Dessa forma, a abordagem precoce é fundamental para aumentar a sobrevida dos animais acometidos
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