PETCOM E ESCREVIVÊNCIAS: OFICINAS DE TRANSGRESSÃO A PARTIR DA OBRA E DA VIDA DE CAROLINA MARIA DE JESUS

Autores

  • Cecília Hauffe de Lima UFFS
  • João Paulo Noara
  • Raila Iohane Deffaci
  • Reginaldo José de Souza

Palavras-chave:

escrevivências, educação popular, expressão artística, Carolina Maria de Jesus, oficinas

Resumo

O PETCOM, projeto do grupo PET Práxis da UFFS – Erechim, desenvolveu em 2024 um conjunto de oficinas formativas e transgressoras a partir da vida e obra de Carolina Maria de Jesus, vinculadas ao projeto “Práticas Socioespaciais Cotidianas e Território de Escrevivências”. O objetivo central foi aproximar a universidade das escolas públicas de bairros economicamente vulneráveis, criando espaços de diálogo e reflexão sobre desigualdades sociais, raciais e de gênero, inspirados nas escrevivências da autora do Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada. As ações foram realizadas em parceria com escolas estaduais de Erechim:  E.E.E.F. Victor Issler e a E.E.E.M. Érico Veríssimo, contemplando turmas do ensino fundamental, médio e EJA. Cada oficina buscou aliar teoria e prática, promovendo momentos de leitura, interpretação e expressão artística a partir da trajetória de Carolina. Os debates coletivos abordaram temas como fome, pobreza, racismo, desigualdade de gênero, resiliência e ausência de políticas públicas, estimulando os estudantes a relacionarem suas próprias vivências às experiências narradas por Carolina. As oficinas foram realizadas com diferentes abordagem e dinâmicas que incluíram teatro, esculturas e expressões artísticas, mostrando-se um espaço fértil de conscientização, participação e protagonismo estudantil. Ao integrar literatura, arte e debate crítico, o PETCOM evidenciou como a obra de Carolina Maria de Jesus ultrapassa os limites da escrita, inspirando práticas de resistência e criação coletiva. O engajamento dos alunos demonstrou o impacto da educação popular quando pautada na representatividade e no diálogo horizontal, fortalecendo a consciência histórica e social desses jovens. Em conclusão, a experiência do PET Práxis reafirma a relevância de iniciativas que aproximam universidade e comunidade, utilizando a arte como ferramenta pedagógica para fomentar a crítica social e promover ações antirracistas. Ao trazer a escrevivência de Carolina para o espaço escolar, o projeto contribuiu para a formação de sujeitos capazes de repensar a realidade e agir de forma transformadora, reafirmando o compromisso do PET com práticas educativas engajadas e emancipadoras.

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Publicado

24-10-2025

Edição

Seção

Ciências Humanas - Extensão & Cultura - Campus Erechim