DIVERSIDADE, CULTURA E SABERES:

MARCAS DA MÚSICA REVOLUCIONÁRIA NO BRASIL.

Autores

  • Luan Emanoel Lupattini Universidade federal da fronteira sul
  • Luana Boiani Leite
  • Márcia Adriana Dias Kraemer

Palavras-chave:

Diversidade, Cultura, Arte, Ditadura, Música Revolucionária

Resumo

O tema deste estudo é a arte musical usada como forma de protesto, em apologia à liberdade, à diversidade, à cultura e aos diferentes saberes que permeiam a história nacional. A delimitação focaliza, principalmente, o resgate da memória do período ditatorial, para expressar o descontentamento dos sujeitos sociais favoráveis à democracia contra as barbáries cometidas pelo regime, enfatizando que esses abusos, se não forem lembrados, podem ser perpetuados em outros governos. Pressupõe-se que a partir do momento em que a censura é imposta aos brasileiros durante o regime, os artistas da época aderem, por meio de sua arte, usando-a como forma de protesto contra as atrocidades que ocorrem no país, manifestando suas opiniões de forma subliminar nas músicas que produzem, sem que suas reais intenções fiquem explícitas aos líderes ditatoriais. Assim, o objetivo geral deste trabalho é analisar os pressupostos teóricos desse campo de atividade humana, no intuito de compreender em que medida a música do período ditatorial brasileiro torna-se uma forma de manifestação democrática pelos sujeitos sociais envolvidos. Logo, este estudo justifica-se, em função de a influência da música durante a ditadura militar no Brasil ser profunda e multifacetada, bem como pelo fato de os artistas da época desempenharem papéis importantes como porta-vozes da resistência, expressando descontentamento, criticando o regime autoritário e fornecendo uma voz para aqueles que eram oprimidos pelo governo. A teoria sobre a música revolucionária durante regimes ditatoriais é fundamentada na compreensão de como a arte pode servir de expressão cultural e de resistência em contextos de repressão política. Também examina como a censura e a repressão afetam a produção e disseminação da música, bem como artistas enfrentam desafios para expressar livremente suas opiniões, levando a estratégias criativas para contornar a censura e alcançar seu público-alvo. Para a geração de dados da investigação, utilizam-se bibliografia pertinente a esse âmbito do saber, caracterizando-se como uma pesquisa teórica, com natureza qualitativa e fins explicativos. O método de análise e de interpretação das informações é hipotético-dedutivo, com procedimentos técnicos de caráter histórico e comparativo. Como resultado, reconhece-se que a ditadura militar é um flagelo à nação brasileira, sendo notável a importância que os artistas têm em relação ao movimento antiditatorial, transformando a arte em manifestação contrária ao regime. Mostra-se, por meio desta reflexão, a importância de tal movimento, apresentando-se a música popular brasileira como forma de protesto em prol da liberdade, da diversidade, da cultura, de emancipação e da cidadania. Pode-se perceber que, na atualidade, ainda persiste a arte como denúncia, aliando-se à insatisfação da população contemporânea em relação a questões sociais, políticas e culturais que perpassam a nação. Dessa maneira, compreende-se que esse tipo de movimento é essencial para a manutenção de um Estado Democrático de Direito, em que as vozes sociais podem ser manifestadas e ouvidas, sem censura ou discriminação. Ao governo, cabe assegurar que o poder do Estado não seja abusivo, respeitando os direitos dos cidadãos, mas também é dever do cidadão manifestar-se e procurar coibir abusos do aparato estatal para com os indivíduos do país.

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Publicado

10-10-2024

Edição

Seção

Linguística, Letras e Artes - Pesquisa - Campus Realeza