O MAL-ESTAR DOCENTE EM PROFESSORES(AS) DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Palavras-chave:
Mal-estar docente; Educação Infantil; Prática pedagógica.Resumo
O estudo em evidência tem como temática norteadora compreender as origens do mal-estar docente e seus reflexos na prática pedagógica de professores da Educação Infantil. O presente trabalho foi desenvolvido durante o componente curricular de Pesquisa em Educação ofertada na 7° fase do curso de Pedagogia da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Erechim.O objetivo geral buscou identificar quais as origens do mal-estar docente e seus reflexos na prática pedagógica de professores da Educação Infantil.Para alcançar tal objetivo, a metodologia utilizada foi uma pesquisa de cunho bibliográfico e documental. A pesquisa bibliográfica buscou amparo em autores como Assunção (2005), Balinhas (2013), Carlotto e Palazzo (2006), Freire (1995), Rosi (2003), Gasparini, Barreto, Landini (2007), Lima e Carvalho (2013), Neves (1999), Paula (2009), entre outros. Já a pesquisa documental elencou como documentos, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil - DCNEI (2010) e o Documento Orientador do Território Municipal de Erechim para Educação Infantil - DOTME (2021). A partir do levantamento de dados bibliográficos e da análise documental, os resultados apontaram que as origens do mal-estar docente estão relacionadas principalmente a sobrecarga laboral, a dupla jornada de trabalho para mulheres, a falta de reconhecimento social da profissão, o desinteresse das famílias na escola e a romantização da profissão docente.Segundo o referencial teórico do estudo, as consequências desses aspectos refletem de modo direto na prática pedagógica dos(as) profissionais da edução infantil de diferentes maneiras como por exemplo: grau excessivo de estresse, desenvolvimento de ansiedade,depressão, desmotivação e até da síndrome de Burnout. Além disso, outros aspectos associados a esses como, falta de dialogicidade, clima escolar negativo, podem ocasionar até o abandono da profissão. Tais aspectos, além de prejudicar a aprendizagem das crianças podem desencadear uma notavel dificuldade em recrutar novos professores, levando a um déficit desses profissionais no mercado de trabalho nos próximos anos. Diante dos resultados, conclui-se com esse estudo, que para amenizar os reflexos do mal-estar docente são necessárias ações e criação de políticas públicas que garantam acesso à atendimento médico e psicológico de qualidade aos profissionais que atuam nessa area laboral. Por fim, ressalta-se também como o primeiro passo o rajuste salarial, para que as longas jornadas de trabalho não sejam necessárias, permitindo a esses(as) profissionais momentos de descanso, lazer econsequentemente, uma maior qualidade de vida.
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