O TANGRAM E A PIXEL ART NO ENSINO DE FRAÇÕES: Um relato de experiência com alunos do 6º ano
Palavras-chave:
Ensino de Frações, PixelArt, Tangram, Educação Básica, Tecnologias Digitais.Resumo
O presente trabalho relata uma experiência pedagógica desenvolvida com 18 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II, com o objetivo de abordar o ensino de frações de maneira lúdica e significativa, integrando materiais concretos e tecnologias digitais. Reconhecendo as dificuldades recorrentes dos estudantes na compreensão de frações, a oficina buscou explorar o conceito através de múltiplas representações. A metodologia, de natureza qualitativa e enquadrada como Relato de Experiência, foi dividida em três etapas: 1) Construção e Análise com Tangram, onde os alunos manipularam as peças para compreender a relação parte-todo e a equivalência de frações; 2) Pixel Art como Representação Fracionária, utilizando o programa PixilArt para criar imagens em grades e calcular frações de pixels ocupados por cores, aproximando o conteúdo das tecnologias digitais; e 3) Avaliação e Feedback via Kahoot, um quiz digital para analisar o nível de compreensão dos conceitos de representação, comparação e equivalência. Os resultados indicaram que a integração do Tangram e da Pixel Art foi eficaz em promover o engajamento e a compreensão conceitual das frações, especialmente em contextos visuais e exploratórios. O índice médio de acertos no Kahoot foi de 67% nas questões contextualizadas. Contudo, foi notada uma dificuldade persistente em procedimentos puramente aritméticos, como a simplificação de frações (100% de incorreção na questão específica). Conclui-se que a abordagem, ao articular o concreto (Tangram) e o digital (Pixel Art), oferece um caminho promissor para tornar a aprendizagem de frações mais dinâmica e interativa, reforçando a importância da exploração conceitual antes do domínio das técnicas operatórias.
