ANÁLISE COMPARATIVA DAS CARACTERÍSTICAS FISICAS E QUÍMICAS DAS AMOSTRAS SUPERFICIAIS DE SOLO UTILIZADAS PARA ANÁLISE DE CHUVA POLÍNICA DOS ESTADOS DE SANTA CATARINA E RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Tayna Ayme Pelegrini Mohr UFFS Chapecó
  • Diogo Emanuel De Oliveira
  • Beatriz de Jesus Barros
  • Gustavo Bloemer
  • Gisele Leite de Lima Primam

Palavras-chave:

Grãos de pólen, Estratigrafia, Análise granulométrica

Resumo

O resumo investiga por que amostras de sedimento do Planalto Vulcânico do Rio Grande do Sul aparecem estéreis em pólen e esporos (palinomorfos), enquanto pontos equivalentes em Santa Catarina e Paraná mostram bom conteúdo polínico. Partindo da hipótese de que fatores físico-químicos dos sedimentos afetam a preservação da exina polínica, os autores analisaram amostras superficiais coletadas em diversos pontos do Planalto das Araucárias nos três estados do Sul. As análises envolveram descrição de cor (Munsell, 1994), caracterização granulométrica (Suguio, 1973; Flemming, 2000), quantificação de matéria orgânica por queima com peróxido de hidrogênio e determinação do teor de ferro pelo método da EMBRAPA.

Os resultados revelaram que as amostras gaúchas tiveram mais areia, menos matéria orgânica e mais ferro/óxido de ferro, criando um ambiente oxidante desfavorável à preservação polínica, principalmente em Erechim e Caçador, associados a Latossolos Roxos e Nitossolos. Já Santa Catarina e Paraná, com predomínio de silte/argila e maior matéria orgânica, favoreceram a conservação do material palinológico. Cambará do Sul foi exceção dentro do RS, com solo mais fino e baixo teor de ferro, permitindo análise polínica viável. Conclui-se que a ausência de pólen no RS resulta da combinação de múltiplos fatores atuando juntos, não de uma causa isolada.

Downloads

Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Humanas - Campus Chapecó