INIQUIDADES DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Autores

  • Ketlin Angelin Universidade Federal da Fronteira Sul https://orcid.org/0009-0001-9205-932X
  • Isabel Benevides Frossard UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Luana Bugone UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Kelly Schlager UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Gabrielle Lemos UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Carla Laurença Gomes da Silva UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Priscila Pavan Detoni UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Daniela Teixeira Borges UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Renata dos Santos Rabello Bernardo UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Shana Ginar da Silva UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL

Palavras-chave:

Cuidado Pré-Natal; Equidade em Saúde; Disparidades em Assistência à Saúde; Determinantes Sociais da Saúde.

Resumo

A assistência pré-natal é fundamental para a saúde materna e neonatal, mas sua cobertura não garante equidade na qualidade do cuidado. Este estudo avaliou a adequação e as iniquidades da assistência pré-natal segundo características sociodemográficas entre mulheres atendidas na Atenção Primária à Saúde de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Estudo epidemiológico transversal, realizado entre dezembro de 2022 e maio de 2026, em 12 Unidades de Saúde. A adequação foi definida pela realização de pelo menos seis consultas, e a qualidade, por escore baseado em indicadores de processo recomendados pelo Ministério da Saúde. As desigualdades foram analisadas pelo Slope Index of Inequality (SII) e Erreygers Concentration Index (ECI). Entre 517 mulheres, a prevalência de adequação foi de 91%, enquanto 22% alcançaram o indicador de qualidade. A qualidade relacionou-se à maior escolaridade (p=0,008) e renda per capita (p=0,007). Houve desigualdade absoluta e relativa segundo escolaridade (SII=0,227; IC95%: 0,066–0,390; ECI=0,193; IC95%: 0,088–0,299) e desigualdade absoluta segundo renda (SII=0,177; IC95%: 0,006–0,347). Apesar da elevada adequação, a qualidade foi baixa e desigual, reforçando a necessidade de qualificar o cuidado e direcionar estratégias às mulheres em maior vulnerabilidade social.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Passo Fundo