AVALIAÇÃO DA SINALIZAÇÃO PURINÉRGICA EM PACIENTES COM DEPRESSÃO

Autores

  • Linck, L. C. Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Lazzarin, G. D. B. Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Cardoso, A. M. Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Ferreira, S. C. S.

Palavras-chave:

Transtorno depressivo, Sinalização purinérgica, Adenosina trifosfato

Resumo

A depressão é uma condição multifatorial associada a fatores sociais, psicológicos e biológicos, envolvendo alterações em diferentes sistemas do organismo, podendo repercutir na resposta inflamatória. Entre eles, destaca-se a sinalização purinérgica, relacionada à comunicação extracelular por meio do ATP e seus derivados. Este estudo teve como objetivo avaliar possíveis alterações na sinalização purinérgica em pacientes com transtorno depressivo e sua possível relação com mecanismos inflamatórios associados ao quadro. Trata-se de estudo quantitativo com 72 participantes, entre 40 e 59 anos, distribuídos igualmente entre grupo controle e grupo de pacientes. Foram avaliadas as atividades das enzimas NTPDase, 5’-nucleotidase e adenosina deaminase em linfócitos, plaquetas e soro, além dos níveis séricos de IL-6 e IL-10. Os resultados demonstraram maior atividade da NTPDase e da 5’-nucleotidase e menor atividade da ADA nas plaquetas dos pacientes. Também foram observados níveis elevados de IL-6 e IL-10 (p=0,0001), além de correlação positiva entre a atividade enzimática na hidrólise de ADP em linfócitos e IL-6 (p=0,015). Os achados indicam alterações na sinalização purinérgica associadas ao transtorno depressivo e sugerem possível interação com mecanismos imunoinflamatórios associados à depressão. Estudos futuros poderão aprofundar essa relação e avaliar o potencial dessa via como fonte de biomarcadores e possíveis alvos terapêuticos.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Biológicas - Campus Chapecó