O DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO OESTE DE SANTA CATARINA PELO PRISMA DA GERAÇÃO DE EMPREGOS FORMAIS

Autores

  • Julia Puerari da Silva UFFS
  • Darlan Christiano Kroth

Palavras-chave:

Economia regioal, Mercado de trabalho, Políticas públicas

Resumo

O estudo analisa o desenvolvimento socioeconômico da mesorregião Oeste de Santa Catarina sob a perspectiva da geração de empregos formais entre 2000 e 2025. A escolha desse indicador justifica-se por sua relevância na geração de renda, pelos efeitos multiplicadores na economia e pela disponibilidade de dados em bases oficiais. A pesquisa adota abordagem qualitativa e descritiva, utilizando o método histórico-dedutivo e dados do IBGE e da RAIS/MTE, organizados por setores econômicos e microrregiões.

Os resultados indicam a criação de mais de 320 mil empregos formais, representando crescimento de 185%, superior à média estadual  (171%). Esse desempenho é explicado, principalmente, pelos investimentos e políticas públicas federais, aliados à forte demanda do mercado internacional. O setor de serviços apresentou a maior expansão, impulsionado pelas necessidades tecnológicas da indústria e pelos efeitos da reforma trabalhista de 2017. Entre as microrregiões, São Miguel do Oeste registrou o maior crescimento percentual (+384%), enquanto Chapecó concentrou o maior número de vínculos empregatícios.

Conclui-se que o desempenho da região resulta da combinação entre o capital social local e políticas públicas, consolidando o Oeste catarinense como polo de atração de migrantes e imigrantes, fundamentais para atender à demanda por mão de obra e fortalecer o mercado interno regional.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Sociais Aplicadas - Campus Chapecó