A CONCEPÇÃO FILOSÓFICA DE VIOLÊNCIA PARA HABERMAS E A RAZÃO ENTRE A VIOLÊNCIA E A EMANCIPAÇÃO

Autores

  • Jeferson Gonzaga de Carvalho Uffs
  • Alcione Roberto Roani

Palavras-chave:

violencia, ação comunicativa, reconhecimento, familia, esfera pública

Resumo

 

Esse artigo parte da hipótese de que a violência não se reduz à agressão física, está enraizado em distorções comunicativas. Sustenta-se que a família, enquanto primeira instância de socialização, desempenha papel decisivo na formação das disposições intersubjetivas do sujeito. O abandono afetivo e a reprodução de padrões autoritários comprometem as condições de reconhecimento e enfraquecem a capacidade de participação discursiva na esfera pública. Parte-se da hipótese de que experiências de abandono familiar e exclusão social comprometem os processos primários de reconhecimento relacional, fragilizando a formação normativa do sujeito. A ruptura comunicativa no âmbito familiar tende a repercutir na esfera comunitária, ampliando déficits de reconhecimento e favorecendo formas de interação orientadas pela lógica estratégica, em detrimento do entendimento mútuo. A violência, nesse contexto, não é interpretada apenas como ato individual ou desvio comportamental, mas como sintoma de distorções acumuladas no mundo da vida.  Argumentamos que a superação desse ciclo exige a reconstrução das condições discursivas de participação e legitimação normativa na esfera pública.  Conclui-se que o enfrentamento da violência demanda mais do que respostas punitivas, requerendo o fortalecimento das bases comunicativas da convivência democrática.

 

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Humanas - Campus Erechim