FRATURA DE COLO DE FÊMUR POR QUEDA DE PRÓPRIA ALTURA EM PACIENTES A PARTIR DE 60 ANOS
Keywords:
Fratura do fêmur, hospitais gerais, traumatologia.Abstract
Trata-se de um estudo observacional do tipo coorte, prospectivo e não comparado, que está sendo desenvolvido no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), situado na cidade de Passo Fundo/RS. Objetiva-se avaliar a morbimortalidade pós-operatória em pacientes com 60 anos ou mais que sofreram fratura de colo de fêmur por queda de própria altura. Estão sendo incluídos no estudo idosos internados desde 01/01/2017, com previsão de término de inclusão de pacientes em 31/12/2017, submetidos a cirurgia devido à fratura de colo de fêmur por queda de própria altura, com acompanhamento de um ano subsequente à intervenção cirúrgica. Estão sendo excluídos pacientes com fraturas de natureza neoplásica ou originadas em acidentes de alta energia. Acadêmicos do curso de medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul, devidamente treinados, estão coletando em prontuário e por meio da aplicação de questionário, dados de identificação, características demográficas e socioeconômicas, de hábitos de vida e dados de saúde anteriores à fratura, bem como características do período pré-cirúrgico, cirúrgico e pós-cirúrgico. Através desse estudo, pretende-se identificar os eventos mais frequentes na morbimortalidade pós-cirúrgica desses pacientes, bem como as variáveis passíveis de modificação, que sejam capazes de alterar positivamente a evolução pós-cirúrgica. Considerando tratar-se de relatório parcial e o fato de que a coleta de dados está em andamento, destaca-se que até o dia 19/06/2017, foram incluídos 66 pacientes no estudo, cujas principais características são um predomínio do sexo feminino (74,2%), área de residência urbana (80%), quase metade dos pacientes na faixa de 76 à 85anos (48,6%), mais da metade dos pacientes mora com familiares (54,6%), pouco mais de 20% tiveram fraturas nos 05 anos anteriores e a ingesta de bebidas alcoólicas referida ficou abaixo de 10% dos casos. A coleta permanece em seguimento ativo com 80,3% dos pacientes, tendo havido óbito de 13,6% e perdas de seguimento de 6,1%.
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