Estabelecimento in vitro de segmentos nodais de feijoa sob diferentes formas de desinfestação superficial

Autores

  • Matheus Ribeiro da Silva MBF - UFSC
  • Gustavo Henrique Mozzer Regazolli MBF - UFSC
  • Levi Lemuel de Souza Costa MBF - UFSC
  • Yanka Gabryella de Souza Pinheiro MBF - UFSC
  • Rubia Sara Jankovski MBF - UFSC
  • Rita Carolina de Melo MBF - UFSC
  • Kelen Haygert Lencina MBF - UFSC

Palavras-chave:

goiabeira-serrana, cultura de tecidos, propagação de plantas

Resumo

Feijoa sellowiana (O. Berg) O. Berg é uma espécie arbórea frutífera de reconhecida importância agronômica com alto potencial comercial, gastronômico, nutracêutico e farmacológico. Contudo, a produção em escala comercial de seus cultivares registrados ainda é limitada devido à alta recalcitrância da espécie à propagação vegetativa. Nesse sentido, o presente estudo objetivou avançar na definição de protocolo para o estabelecimento in vitro de segmentos nodais visando a micropropagação, comparando métodos de desinfestação superficial. Para tanto, foram coletados brotos jovens e não lignificados de plantas matrizes mantidas em casa de vegetação. Imediatamente após a coleta, os brotos foram imersos em soluções aquosas de: i) Fungicida a base de oxicloreto de cobre (3 g L-1) (F); ii) Fungicida (3 g L-1) + Polivinilpirrolidona (PVP) (2 g L-1) (FPVP); iii) Hipoclorito de sódio (1%) (H); iv) Hipoclorito de sódio (1%) + PVP (2 g L-1) (HPVP) e; v) Controle (água destilada) (C). Nessas soluções, os brotos foram mantidos por 1, 2, 3, 4, 8 e 24 horas, caracterizando um experimento fatorial (5 × 6) com 30 tratamentos e 5 repetições. Em câmara de fluxo laminar, os brotos foram retirados das soluções, imersos em álcool 70% por 60 seg., lavados por três vezes em água destilada e autoclavada e, por fim, seccionados em segmentos nodais. Os explantes foram inoculados em tubos de ensaio contendo 5 ml meio de cultura simples (30 g L-1 de sacarose e 6 g L-1 de agar) e mantidos em sala de crescimento com temperatura de 25 °C e fotoperíodo de 16 horas de luz. Aos 7, 15 e 30 dias, os explantes foram avaliados quanto a sobrevivência (SOB), a oxidação (OX), a contaminação fúngica (CF) e a contaminação bacteriana (CB). A análise estatística procedeu-se por meio de regressões logísticas com ajuste de Firth, comparando-se pareadamente as médias marginais estimadas. Houve interação entre os tipos de solução de desinfestação e o tempo de imersão para todas as variáveis avaliadas. Observou-se redução na sobrevivência dos explantes conforme o aumento no tempo de imersão para os tratamentos F, FPVP, H e C. Por outro lado, para HPVP, a sobrevivência aumentou conforme o aumento no tempo de imersão. Em explantes que foram submersos em solução H observou-se um aumento na probabilidade de oxidação conforme o aumento do tempo de imersão. Para as soluções H e HPVP, tempos de imersão maiores que oito horas não apresentaram contaminação por fungos. Diferentemente, F e FPVP apresentaram aumento nessa variável para maiores tempos de imersão. Em consonância, o aumento no tempo de imersão associado as soluções H e HPVP reduziu a contaminação bacteriana. Conclui-se que, a imersão em HPVP por, no mínimo, oito horas é o método mais adequado para introdução in vitro da Feijoa sellowiana.

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Publicado

19-06-2026