Influência da espécie na qualidade química e funcional de maracujás
Palabras clave:
Passiflora, análise de variância, nutracêuticos, correlação de Pearson, fruticultura, pós-colheita.Resumen
O gênero Passiflora abriga diversas espécies de maracujazeiros com potencial comercial e agroindustrial, cujos perfis químicos e funcionais diferem conforme a carga genética de cada material botânico. O objetivo deste estudo foi avaliar e comparar a composição bioquímica e o potencial bioativo da polpa de quatro espécies distintas de maracujá: Passiflora alata, Passiflora elegans, Passiflora edulis f. edulis e Passiflora edulis f. flavicarpa Deg. O experimento foi conduzido sob delineamento inteiramente casualizado (DIC), em esquema de fator único, avaliando-se o fator espécie com quatro níveis e três repetições biológicas por tratamento. Os frutos foram caracterizados quanto aos teores de fenóis totais, açúcares totais, açúcares redutores, atividade antioxidante e vitamina C. Os dados foram analisados por Análise de Variância (ANOVA) de fator único e, quando detectada diferença significativa, as médias foram comparadas pelo Teste de Tukey, ambos a 5% de significância (α = 0,05), além da determinação do coeficiente de correlação de Pearson (r). A precisão experimental foi avaliada pelo coeficiente de variação (CV). A análise de variância revelou que a maioria dos parâmetros químicos e funcionais avaliados não diferiu significativamente entre as espécies (p > 0,05), registrando-se equivalência para fenóis totais (p = 0,0518; CV = 19,83%), açúcares totais (p = 0,2954; CV = 11,84%), atividade antioxidante (p = 0,0640; CV = 11,76%) e vitamina C (p = 0,0776; CV = 34,22%). Por outro lado, a ANOVA evidenciou efeito altamente significativo das espécies sobre os açúcares redutores (p = 0,0030; CV = 23,28%). O Teste de Tukey demonstrou que Passiflora elegans (3,60 g/100 mL) e Passiflora alata (3,08 g/100 mL) apresentaram os maiores teores de açúcares simples, enquanto Passiflora edulis f. flavicarpa apresentou o menor acúmulo (1,01 g/100 mL). Passiflora edulis f. edulis apresentou comportamento intermediário (2,19 g/100 mL). A correlação de Pearson (r = 0,79) evidenciou associação positiva forte entre compostos fenólicos e capacidade antioxidante. Conclui-se que as características funcionais basais e os teores de compostos antioxidantes e vitamina C são estáveis entre as espécies estudadas, indicando equivalência em potencial bioativo. Contudo, a constituição de açúcares livres é fortemente controlada pelo fator genético, evidenciando que Passiflora elegans e Passiflora alata possuem perfil favorável ao consumo in natura devido ao maior potencial de doçura.
