Efeito de sistemas de condução bidimensionais e tradicionais sobre a produtividade, custo de mão de obra e qualidade de frutos do cultivar de pessegueiro ‘PS 10711’
Keywords:
muro frutal, multilíder, Prunus pérsica L., densidade de plantio, eficiência produtivaAbstract
O pessegueiro (Prunus persica L.) constitui uma das principais frutíferas de caroço cultivadas no Vale do Rio do Peixe, Santa Catarina. A escolha do sistema de condução é fundamental para maximizar a produtividade, reduzir custos de mão de obra e manter a qualidade dos frutos. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de sistemas de condução bidimensionais e tradicionais sobre a produtividade, custos de raleio, qualidade dos frutos e crescimento vegetativo do cultivar ‘PS 10711’ enxertado sobre ‘Capdeboscq’. Avaliou-se a produtividade, calibre, coloração, firmeza de polpa, sólidos solúveis e custo de mão de obra de raleio manual por hectare. Os dados foram submetidos à ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados demonstraram que, para o cultivar ‘PS 10711’, os sistemas bidimensionais aumentaram a produtividade (entre 35,87 a 38,20 t/ha), não diferindo estatisticamente entre si, e superiores aos sistemas tradicionais (entre 26,44 a 31,95 t/ha). Esse aumento em produtividade não comprometeu a firmeza e o teor de sólidos solúveis dos frutos. Os sistemas bidimensionais reduziram em mais de 58% o custo de raleio manual em relação aos sistemas tradicionais, sendo que a massa de poda foi significativamente menor nos sistemas bidimensionais (variando entre 9,86 e 10,65 kg/planta) em comparação com 16,09 e 22,77 kg/planta no sistema em Y com 2 e 4 pernadas, respectivamente. Os sistemas de condução bidimensionais em alta densidade mostraram-se superiores aos sistemas tradicionais em Y, proporcionando maior produtividade, significativa economia de mão de obra e manutenção da qualidade comercial dos frutos. Os resultados indicam que a adoção desses sistemas representa uma promissora alternativa para a modernização e maior rentabilidade da produção de pêssego no Vale do Rio do Peixe.
