Propagação vegetativa de pitangueira por estaquia de diferentes genótipos matrizes
Keywords:
Palavras-chave: Fruticultura, Eugenia uniflora, propagação de plantas. SISGEN - A3CE719Abstract
A pitangueira (Eugenia uniflora L. Myrtaceae) é uma espécie frutífera nativa de elevada importância econômica, ambiental e nutricional, apresentando potencial para exploração comercial devido à qualidade de seus frutos e adaptação a diferentes condições edafoclimáticas. Além do consumo in natura, seus frutos apresentam elevado teor de vitaminas e compostos antioxidantes, enquanto suas folhas possuem compostos bioativos de interesse farmacêutico. Entretanto, a produção de mudas comerciais ainda representa um desafio, uma vez que a propagação ocorre predominantemente por sementes, ocasionando elevada variabilidade genética e desuniformidade dos pomares. Nesse contexto, a propagação vegetativa por estaquia surge como alternativa promissora para obtenção de mudas clonais e manutenção de genótipos superiores. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o potencial de propagação vegetativa de diferentes genótipos de pitangueira por estaquia. O experimento foi conduzido em casa de vegetação pertencente à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó-SC, durante o ano de 2026. Foram selecionados oito matrizes de pitangueira oriundos do pomar didático da instituição, denominados G1 a G8. As estacas foram confeccionadas com aproximadamente 10 cm de comprimento, contendo duas gemas e mantido meia folha sobre cada miniestaca, sendo acondicionadas em bandejas de poliestireno expandido contendo substrato comercial. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com três repetições. Após 90 dias foram avaliadas as variáveis: porcentagem de estacas vivas, porcentagem de brotação e número de brotos. Os dados foram submetidos aos testes de normalidade e homogeneidade e posteriormente analisados pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade utilizando o programa estatístico R. Para a variável estacas vivas (CV = 27,4%), as matrizes G1, G2 e G5 apresentaram os maiores percentuais de sobrevivência, com médias de 30,90%, 34,02% e 29,16%, respectivamente, diferindo estatisticamente das matrizes G7, G4 e G8, sendo o G4 e G8 os que apresentaram os menores valores, com 4,16% e 3,64%. Em relação à estacas brotadas (CV = 26,36%), a matriz G2 destacou-se com a maior média (25,34%), seguido das matrizes G5 (22,91%), G1 (18,05%) e G6 (15,27%), enquanto os menores índices foram observados em G4 (3,47%) e G8 (3,12%). Resultados semelhantes foram verificados para número de brotos (CV = 32,95%), onde a matriz G2 apresentou o melhor desempenho, com média de 1,9 brotos por estacas, sendo os piores resultados verificado nos genótipos 4, 8 e 7 (0,2, 0,2 e 0,4 brotos por estaca, respectivamente). De maneira geral, observou-se ampla variabilidade genética entre as matrizes avaliadas, evidenciando influência direta do material genético sobre o sucesso da propagação vegetativa da pitangueira. Os genótipos G2, G1 e G5 demonstraram maior potencial para utilização em programas de produção de mudas clonais e propagação comercial da cultura.
