Biofilme e ambiente de armazenamento na pós-colheita de guabiroba
Keywords:
Campomanesia xanthocarpa, conservação, guabirobeira, AF0A3BFAbstract
A guabiroba (Campomanesia xanthocarpa) é um fruto nativo com elevado potencial nutracêutico e sensorial, porém apresenta alta perecibilidade pós-colheita, o que limita sua comercialização e seu aproveitamento. A rápida perda de massa, o murchamento e a incidência de podridões estão associados à intensa atividade metabólica e à ausência de tecnologias de conservação adequadas. Nesse contexto, o uso de biofilmes surge como uma alternativa promissora para reduzir as trocas gasosas e a perda de água, prolongando a vida útil dos frutos e se combinado aos diferentes ambientes de armazenamento, pode potencializar os efeitos de conservação, justificando a necessidade de estudos que avaliem essas interações. O objetivo deste trabalho foi avaliar o biofilme e o ambiente de armazenamento na pós-colheita de guabirobas. O trabalho foi realizado na UTFPR – Campus Dois Vizinhos. Foram utilizados frutos maturos da guabirobeira, selecionados quanto à ausência de danos. Após, as guabirobas foram submetidas aos tratamentos de revestimento com biofilme, testando-se a fécula de mandioca e o amido de milho, ambos a 2%, e ao tratamento testemunha, sem revestimento. Em seguida, elas foram acondicionadas em embalagem articulada B-20 (21,5 cm x 14,5 cm x 10 cm), sendo armazenadas em ambiente natural (±22,37 ºC) e refrigerador (5ºC). Aos 3 e 6 dias, foram avaliados o ratio, a perda de massa fresca (PMF) (%), a podridão (PD) (%) e o murchamento (MUR). Para cada tempo, procedeu-se ao delineamento experimental inteiramente casualizado, em fatorial 3 x 2 (biofilme x ambiente de armazenamento), com quatro repetições e 20 frutos por unidade experimental. Os dados foram submetidos ao teste de Normalidade de Lilliefors, efetuando-se a transformação em arco seno raiz quadrada de x/100 para murchamento (3 e 6 dias), perda de massa (6 dias) podridão (3 e 6 dias) e, em raiz quadrada de x + 1 para ratio aos 3 dias. Em seguida, procedeu-se à análise de variância e ao teste de comparação de médias de Duncan (α = 0,05). Aos três dias houve interação significativa entre os fatores para podridão e ratio e, para o fator biofilme, com murchamento e perda de massa, bem como para o fator ambiente de armazenamento com estas duas últimas variáveis. Aos seis dias, houve apenas efeito significativo do fator ambiente de armazenamento em todas as variáveis, com a superioridade do refrigerador. Todas as guabirobas apresentaram podridão, em condição natural, aos seis dias de armazenamento. Deve-se conservar as guabirobas por até seis dias em refrigerador, independentemente do uso de biofilme.
