SIMULAÇÃO REALÍSTICA PARA A ADESÃO A PROTOCOLOS DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM UMA UNIDADE AMBULATORIAL UNIVERSITÁRIA
Resumen
Introdução: Situações de urgência e emergência podem ocorrer em diversos ambientes de saúde, sendo a Parada Cardiorrespiratória (PCR) e a Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE) consideradas cenários críticos. Nesses casos, é imprescindível que os profissionais de saúde detenham conhecimento técnico e estejam aptos a aplicar intervenções baseadas em protocolos atualizados. Conforme a Portaria GM Nº 1863 de 2003, Política Nacional de Atenção às Urgências, a capacitação e educação continuada das equipes de saúde no âmbito das urgências devem ser realizadas em todos os níveis de atenção e equipes de saúde. Capacitações com foco em tais intervenções, contribuem diretamente para a segurança do paciente e fortalecem a cultura de educação permanente nos serviços de saúde. Objetivos: Evidenciar a relevância da simulação realística como estratégia de capacitação para situações críticas, que não podem ser reproduzidas facilmente na prática clínica, mas que exigem atualização constante para a manutenção das boas práticas assistenciais. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa do tipo quase-experimental (Sob parecer CEP nº7.005.821), acerca de uma capacitação realizada com profissionais de saúde de uma unidade ambulatorial universitária do Sul do Brasil. A atividade utilizou a metodologia de simulação realística como ferramenta pedagógica, aplicada após diagnóstico situacional da equipe. A intervenção foi precedida por capacitação teórica e seguida de avaliação da percepção dos participantes. Resultados: O treinamento apresentou alto índice de aceitação: 60% dos participantes relataram estar muito satisfeitos e 40% satisfeitos. Todos consideraram os conteúdos abordados como totalmente relevantes para a prática profissional. Quanto à metodologia, 60% a avaliaram como boa e 40% como excelente. Todos os participantes afirmaram que o treinamento contribuiu significativamente para o desenvolvimento de habilidades práticas e tomada de decisão. Em relação à pertinência dos cenários simulados, 80% indicaram total adequação à rotina profissional, e 20% apontaram adequação parcial. Aspectos como tempo de simulação, atuação dos facilitadores e espaço para discussão receberam 100% de aprovação. Após o treinamento, 80% sentiram-se totalmente preparados e 20% parcialmente preparados para lidar com situações de emergência, incluindo PCR/RCP e OVACE. Todos os participantes recomendariam a capacitação a outros profissionais da saúde. Os resultados obtidos no treinamento demonstram alinhamento direto com diferentes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que se refere à qualificação profissional em saúde, à segurança do paciente e à melhoria da qualidade assistencial. O ODS 3 (Saúde e Bem-Estar) é contemplado na medida em que a capacitação contribuiu significativamente para o desenvolvimento de competências práticas em situações de urgência e emergência, fortalecendo a atuação profissional e promovendo cuidados mais seguros. De igual modo, o ODS 4 (Educação de Qualidade) é atendido ao proporcionar uma metodologia de ensino ativa, baseada na simulação realística, que foi avaliada positivamente por todos os participantes quanto à relevância dos conteúdos e à aplicabilidade na prática clínica, evidenciando a efetividade da educação permanente em saúde. Considerações finais: O estudo evidenciou a efetividade da simulação realística como estratégia de capacitação para o manejo de situações de urgência e emergência, com ênfase na segurança do paciente e na qualificação da equipe multiprofissional. A realização da atividade no próprio ambiente de trabalho favoreceu a aprendizagem significativa e possibilitou a identificação de fragilidades institucionais, contribuindo tanto para a melhoria da prática assistencial quanto para o desenvolvimento profissional contínuo.
