CETICISMO E TOLERÂNCIA NA MODERNIDADE

Autores/as

Palabras clave:

Ceticismo, Tolerância, Filosofia moderna

Resumen

A proposta central da comunicação é a de apresentar a relação entre ceticismo moderno e noções de tolerância, conforme apresentadas por autores clássicos, tais como Michel de Montaigne, Pierre Bayle, John Locke, David Hume e Voltaire. Há dois fatores importantes a serem considerados nesta relação: 1) a medida em que os ceticismos ou argumentos céticos desses filósofos se vinculam às suas defesas da tolerância acerca de, entre outras coisas, críticas às tragédias trazidas pelas guerras da religião, à exploração dos povos ameríndios e às censuras contra a liberdade de expressão. Mostro que, para esses autores, a intolerância encontra-se frequentemente vinculada a uma concepção dogmática e oposta às suas atitudes céticas. 2) a questão de se o(a) cético(a) poderia suspender o juízo entre a tolerância e a intolerância, pelo menos no que diz respeito à possibilidade de aceitação de argumentos alheios. Defendo que o(a) cético(a) não poderia deixar de ouvir (e, portanto, respeitar) os dois lados de uma determinada questão sob risco de não poder manter o seu próprio ceticismo, pois, ainda que ele(a) não conceda nenhum valor objetivo à razão, não pode ser intolerante no que diz respeito a examinar argumentos e razões de qualquer pessoa, grupo racial, de gênero ou classe social, sob o risco de não ser capaz de sustentar qualquer tipo de dúvida referente a eles.  

Publicado

27-04-2026

Número

Sección

Filosofía, sociedad y conocimiento