JUSTIÇA COGNITIVA E ACOLHIMENTO INTERCULTURAL: UMA EXPERIÊNCIA DE MONITORIA PARA A PERMANÊNCIA NA UFFS

Autores

  • WILBERT NELTIDOR UFFS

Palavras-chave:

equidade; educação; interculturalidade; permanência estudantil

Resumo

 O presente trabalho sintetiza as atividades desenvolvidas na Monitoria Público-Alvo: Indígenas e Imigrantes, uma iniciativa da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), planejada para acolher, integrar e reduzir a evasão desse público. Fundamentada nos princípios da justiça cognitiva (Santos, 2007) e do acolhimento intercultural (Candau, 2016), a monitoria atua como espaço de escuta ativa, valorização da diversidade e mediação institucional. A metodologia baseia-se em ações contínuas de acompanhamento, incluindo rodas de conversa, encaminhamento a setores específicos e apoio direto às dificuldades apresentadas pelos estudantes, considerando desafios como barreira linguística, distância geográfica, choque cultural e medo de preconceito. Conforme a literatura educacional (Freire, 1996; Tinto, 2012), a permanência estudantil exige pertencimento, diálogo e compromisso institucional. Entre as atividades de maior relevância, destaca-se o acolhimento dos estudantes do PEC-G (Programa de Estudantes-Convênio de Graduação), recém-chegados à UFFS. Esse programa, uma novidade nos campi da universidade, teve sua recepção conduzida pela monitoria com amplo sucesso. Durante o evento, foram compartilhadas informações essenciais sobre a vida acadêmica, bem como formações voltadas à ambientação e aos direitos dos estudantes. Esse momento, já inevitável na agenda da Monitoria Público-Alvo, mostrou-se profundamente significativo não apenas para os monitores, mas também para a imagem da comunidade UFFS, reafirmando seu compromisso com a equidade e a interculturalidade. O evento contou com o apoio institucional do SAE, CELUFFS, Secretaria da UFFS, NEABI e demais setores da universidade. Como resultados, observa-se alta demanda pelo acompanhamento, continuidade nos estudos, bom aproveitamento nas disciplinas e redução dos índices de evasão. Conclui-se pela importância da monitoria e pela necessidade de ampliação de iniciativas que promovam a permanência estudantil com justiça cognitiva e equidade. 

Downloads

Publicado

01-07-2026