VERMICOMPOSTAGEM: DESTINAÇÃO PARA RESÍDUOS ORGÂNICOS

Autores

  • Arthur Londero Tizotti UFFS

Palavras-chave:

Sustentabilidade, Húmus, Resíduos

Resumo

O aumento na geração de resíduos orgânicos em zonas urbanas configura um desafio escalonado para a gestão ambiental, pois a destinação imprópria induz sobrecarga em aterros sanitários, emissões de gases, proliferação de vetores etiológicos, perda de nutrientes passíveis de recirculação no ciclo biogeoquímico. Nesse modo, a vermicompostagem surge como tecnologia sustentável e acessível, viabilizando a redução do grande volume de resíduos e sua transmutação em húmus, fertilizante 100% natural e não tóxico, rico em nutrientes, com elevado potencial energético para as plantas. O presente projeto objetiva a implantação e avaliação de um modelo de vermicompostagem domiciliar em escala piloto, empregando cascas frutíferas e serragem como substrato primordial.

 

A metodologia foi conduzida em ambiente controlado, utilizando recipiente polimérico retangular de 11 L com perfurações para drenagem de chorume e ventilação. Foram inseridos aproximadamente 200 indivíduos de Eisenia foetida (minhoca californiana). Os indicadores monitorados englobaram variáveis físico-químicas, biológicas e sensoriais, como: temperatura (°C), umidade, odor, massa residual (g), incidência de vetores, densidade populacional de oligoquetos e taxa reprodutiva via cápsulas ovígeras. A termometria foi semanal via termômetro digital. Umidade, por teste de compressão manual (método qualitativo), massa, por pesagens periódicas. A densidade populacional foi visível com o manuseio da matéria orgânica.

 

Com o tempo foi possível notar a redução significativa da massa de resíduos orgânicos e o aumento de húmus caracterizado por coloração escura, odor petricor e textura homogênea, comprovando a eficiência do sistema. Observou-se eclosão ovígera das minhocas, corroborando adaptação e eficiência sistêmica. Ausência de emissões voláteis patogênicas e infestações vetoriais sinaliza equilíbrio homeostático. O produto final constitui húmus de alta qualidade agronômica, apto para aplicação em horticultura urbana, vasos ou remediação de solos degradados, promovendo valorização de resíduos antrópicos e agricultura periurbana. Ademais, o protocolo otimizado faculta replicabilidade em âmbitos domésticos e em larga escala, subsidiação à extensão universitária, capacitação ambiental e adoção de práticas de economia circular. Logo, gerando estudo técnico-científico para conscientização acadêmica e local sobre manejo integrado de resíduos orgânicos, consolidando a vermicompostagem como vetor pragmático para a remineralização de solos e fomento à sustentabilidade ambiental.

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Publicado

01-07-2026