A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E A EXPLORAÇÃO SENSORIAL COMO PRÁTICAS EDUCATIVAS NA INFÂNCIA

Autores

  • Marlete Dolores Rauber Acadêmica de Pedagogia – Licenciatura da Universidade Federal da Fronteira Sul – campus Cerro Largo/RS. Membro grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Especial/Inclusiva – GEPEI. Bolsista de Pesquisa de Iniciação Científica
  • FABIANE KIPPER Acadêmica de Pedagogia – Licenciatura da Universidade Federal da Fronteira Sul – campus Cerro Largo/RS. Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência- PIBID Pedagogia Alfabetização.
  • CLÁUDIA ELIANE ILGENFRITZ Pós-doutora em Educação, Universidade Federal da Fronteira Sul
  • CLEUSA INÊS ZIESMANN Doutora em Educação, Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Ludicidade; Experiências sensoriais; Desenvolvimento infantil; Aprendizagem significativa.

Resumo

O presente trabalho apresenta um relato de experiência desenvolvido no âmbito do Estágio Curricular Supervisionado: Educação Infantil I, do curso de Pedagogia da Universidade Federal da Fronteira Sul, realizado em uma Escola Municipal de Educação Infantil na região das Missões. A proposta teve como objetivo estimular a escuta atenta, proporcionar experiências sensoriais, ampliar a coordenação motora fina e a exploração tátil, desenvolver noções iniciais de sequência e favorecer vínculos afetivos e interações entre a professora e os bebês, considerando o brincar como eixo estruturante do processo educativo. A abordagem metodológica caracteriza-se como qualitativa, configurando-se como um relato de prática docente fundamentado na observação e intervenção pedagógica. As atividades foram organizadas em diferentes momentos, iniciando com a acolhida dos bebês em roda, sobre o tatame, seguida da contação de história realizada com entonação suave, uso de ilustrações ampliadas e incentivo à participação por meio da observação e da interação com as imagens. Na sequência, foi proposta uma experiência sensorial com massa parafuso cozida e colorida, oferecida em recipientes individuais, permitindo a exploração livre por meio do toque, da manipulação e da experimentação. A proposta foi ampliada com a integração entre a narrativa e a vivência prática, utilizando representações visuais do crescimento da lagarta, construídas com massas de diferentes tamanhos, possibilitando às crianças simular movimentos e interagir com o material. Também foram incorporados gestos simbólicos, como o movimento da lagarta, e, ao final, apresentou-se a transformação em borboleta, complementada pela exploração de um elemento visual confeccionado com papel celofane, que refletia a luz solar, despertando o interesse e o encantamento das crianças. Os resultados evidenciaram elevado nível de interesse, curiosidade e envolvimento dos bebês nas atividades propostas. A exploração sensorial favoreceu a experimentação, a descoberta e o desenvolvimento das habilidades motoras e perceptivas, enquanto a contação de histórias contribuiu para a ampliação da atenção e da escuta. Observou-se também o fortalecimento dos vínculos afetivos e das interações, bem como o engajamento das crianças nas propostas lúdicas e simbólicas. Conclui-se que as experiências vivenciadas no estágio possibilitam aprendizagens significativas no âmbito da formação docente, ao evidenciar a importância do professor como mediador das descobertas infantis. Destaca-se a necessidade de uma prática pedagógica sensível, flexível e atenta às respostas das crianças, compreendendo o planejamento como um processo contínuo e passível de replanejamento. Reafirma-se o brincar como linguagem fundamental da infância e como meio privilegiado de construção do conhecimento, ressaltando a importância de práticas que integrem cuidado, educação e ludicidade, promovendo o desenvolvimento integral e respeitando a criança como protagonista de suas experiências.

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Publicado

01-07-2026