CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA SOBRE AS PERCEPÇÕES DAS FAMÍLIAS

Autores

  • Ana Isabela Vale UFFS
  • Shana Ginar da Silva
  • Athany Gutierres
  • Renata dos Santos Rabello

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista; Cuidadores; Intervenção Precoce; Saúde da Criança; Desenvolvimento Infantil

Resumo

Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) demanda diagnóstico precoce e intervenções, porém fatores socioeconômicos podem influenciar o acesso aos cuidados. Objetivo: Descrever intervenções terapêuticas, caracterizar crianças e responsáveis, analisar fatores associados ao diagnóstico precoce e às terapias e compreender percepções dos cuidadores. Metodologia: Estudo de métodos mistos com responsáveis por crianças com TEA, de até 12 anos, vinculadas a associações de Passo Fundo e Carazinho-RS. A coleta ocorreu entre maio e agosto de 2025, por questionário online. Os dados quantitativos foram analisados no PSPP por estatística descritiva e testes de associação, com p<0,05, e os qualitativos por Análise de Conteúdo de Bardin. Resultados: Participaram 112 responsáveis. O diagnóstico ocorreu antes dos três anos em 58,9% das crianças e 67% realizavam terapias. A realização de intervenções associou-se à escolaridade, renda, trabalho remunerado e acesso à saúde. Entre aquelas com plano de saúde ou atendimento particular, 94,3% realizavam terapias. Limitações financeiras e dificuldades de acesso foram relatadas por 87,5%. A análise qualitativa evidenciou sobrecarga emocional, financeira, mudanças na rotina e potencialidades relacionadas à adaptação. Conclusão: Fatores socioeconômicos influenciam o acesso às intervenções e o diagnóstico precoce, reforçando a necessidade de ampliar serviços especializados e fortalecer redes de apoio às famílias.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Passo Fundo