PAUL PRECIADO E A NOÇÃO DE DOR EPISTÊMICA

Autores

  • João Carlos Lopes do Prado UFFS - Campus Erechim
  • Thiago Soares Leite

Palavras-chave:

Dor epistêmica, Filosofia decolonial, Gêneros , Ontologia, Paradigma binário

Resumo

O autor Paul B. Preciado utiliza a expressão “dor epistêmica”, como um termo em sua obra Dysphoria Mundi, para explicitar a noção de uma dor incidente nos sujeitos discidentes e marginalizados, que não são reconhecidos como indivíduos levados em consideração pelos modelos normativos de produção de conhecimento, enquanto agentes do conhecimento produzido a respeito de si próprios, vendo, dessa maneira, seus corpos, suas características e identidades, sendo utilizadas como uma espécie de “campo” a ser explorado e que é explorado. Assim, o indivíduo não encontra facilmente palavras ou conceitos para se autodescrever, consolidando a percepção que existem ausências para sua representação (interna e externa) no mundo que causam essa dor. Não se trata meramente da inexistência de um conceito descritivo ou de um erro taxonômico, mas sim da própria percepção das lacunas no processo epistêmico, onde os sujeitos dissidentes, ao perceber as faltas e apontá-las, desvelam mecanismos estruturais de exclusão antes naturalizados. Dessa maneira, permitindo e estimulando a definição de um novo marco de inteligibilidade para todos os sujeitos.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Humanas - Campus Erechim