EMBALAGENS BIODEGRADÁVEIS DE AMIDO COM ADIÇÃO  DE RESÍDUOS LIGNOCELULÓSICOS

Autores

  • Luan Martins Gomes UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
  • Vania Zanela Pinto
  • Leda Battestin Quast

Palavras-chave:

Bandejas biodegradáveis, resíduos lignocelulósicos, higroscopicidade

Resumo

 O uso abundante de embalagens de poliestireno (EPS) é uma das principais causas da geração de resíduos. Os materiais biodegradáveis oferecem uma alternativa sustentável pois são facilmente degradados e metabolizados por bactérias, bolores e leveduras. No entanto, a elevada higroscopicidade das bandejas de amido pode limitar seu desempenho em comparação ao EPS. Este estudo tem como objetivo desenvolver espumas expandidas de amido biodegradáveis reforçadas com diferentes resíduos: serragem de pinus (SP), borra de café (BC) e casca de monguba (CM). Os resíduos foram desidratados a 100°C de 4 a 6 horas e padronizados quanto a sua granulometria. As espumas expandidas foram produzidas em molde fechado a 180°C por 5 minutos usando água destilada (50,9%), amido (38,6%), resíduo (6,4%), glicerol (2,4%), estearato de magnésio (1,1%) e goma guar (1,1%). A incorporação de coprodutos mostrou-se promissora na produção de bandejas biodegradáveis à base de amido. Os resíduos influenciaram o teor de umidade e atividade de água das espumas. As imagens de MEV evidenciaram alterações na estrutura e na formação dos poros das bandejas. Assim, os coprodutos podem contribuir para o desenvolvimento de embalagens mais sustentáveis. 

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Agrárias - Campus Laranjeiras do Sul