PREVALÊNCIA DE DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO AUTORREFERIDO EM PESSOAS ATENDIDAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Autores

  • Marjiane Minuzzo Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Ivana Loraine Lindemann Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Gustavo Olszanski Acrani Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Thiago Fonseca Alves França Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Atenção Primária , Depressão, Prevalência

Resumo

A depressão constitui importante problema de saúde pública, e a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel fundamental em sua identificação e acompanhamento. Objetivou-se estimar a prevalência de diagnóstico autorreferido de depressão e analisar sua distribuição segundo características sociodemográficas, comportamentais e de saúde em usuários da APS de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Realizou-se estudo transversal com 1.285 adultos e idosos atendidos na rede urbana de APS entre julho e dezembro de 2025, mediante aplicação de questionário padronizado. A prevalência de depressão foi de 29,0% (IC95%: 27,0–32,0), sendo significativamente maior entre mulheres, indivíduos sem atividade remunerada, fumantes, não etilistas, sem atividades de lazer, usuários de medicação contínua e medicamentos para dormir e pessoas com obesidade, diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia, ansiedade, polifarmácia e autopercepção negativa de saúde. Entre aqueles com diagnóstico de depressão, 35,6% realizavam acompanhamento com psicólogo e/ou psiquiatra. A elevada prevalência observada e as associações identificadas reforçam a importância da identificação precoce de indivíduos vulneráveis e do fortalecimento das ações de promoção da saúde mental e do cuidado integral na APS, especialmente entre usuários com multimorbidade e fatores comportamentais associados.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Passo Fundo