IDENTIFICAÇÃO DE NEUTRÓFILOS IMATUROS POR ANALISADOR HEMATOLÓGICO AUTOMÁTICO EM CÃES E GATOS

Autores

  • Lara Maria Costa da Silva UFFS
  • Annelise Guimarães da Silva UFFS
  • Patrícia Eloísa Munzlinger UFFS
  • Ma. Fernanda Bernardo Cripa UFFS
  • Dra. Profa. Luciana Pereira Machado UFFS

Palavras-chave:

leucograma, desvio à esquerda, neutrófilos tóxicos, desempenho diagnóstico

Resumo

A automação é muito utilizada para a realização do hemograma pela maior produtividade e rapidez, porém com limitações na avaliação morfológica das células. O objetivo da pesquisa foi avaliar a capacidade de identificação de neutrófilos imaturos e/ou tóxicos por um analisador hematológico automático, correlacionando os “alertas” emitidos com a observação da alteração por microscopia óptica. Analisaram-se 424 hemogramas (335 cães e 89 gatos) através do analisador hematológico automático com avaliação microscópica de esfregaços sanguíneos. O analisador emitiu alertas em 51 animais; a microscopia confirmou alterações em 101. Para contagem total de neutrófilos, houve diferença significativa entre métodos, porém com forte correlação positiva. A análise da curva ROC mostrou, em gatos, sensibilidade de 58,6% e especificidade de 100%; em cães, 43,1% e 98,9%. Os alertas de presença de neutrófilos imaturos apresentam elevada especificidade e valor preditivo positivo, mas sensibilidade moderada a baixa, reforçando que a avaliação microscópica permanece indispensável. Conclui-se que o alerta emitido pelo analisador hematológico é útil como ferramenta de triagem. Porém, a baixa sensibilidade impede que sua ausência exclua alterações. Assim, a microscopia do esfregaço sanguíneo permanece essencial na rotina, tanto para confirmar alertas quanto para detectar alterações não sinalizadas pelo analisador.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Agrárias - Campus Realeza