DETERMINAÇÃO DE METAIS EM PLANTAS MEDICINAIS
Palavras-chave:
Plantas medicinais, FAAS, Fitoterapia, Controle de qualidade, Elementos-traçoResumo
Este estudo avaliou os teores de ferro (Fe), cobre (Cu) e zinco (Zn) em dez espécies de plantas medicinais nativas de uso na região Noroeste do Rio Grande do Sul, visando caracterizar a matéria-prima e subsidiar avaliações de segurança. As amostras foram submetidas à digestão por via úmida com HNO3 e HClO4 em bloco digestor e analisadas por Espectrometria de Absorção Atômica em Chama (FAAS). O método analítico apresentou desempenho satisfatório , exibindo linearidade com R2 0,9987 e recuperação entre 90,23% e 109,37% nos ensaios de fortificação. Os teores elementares oscilaram entre espécies e locais de amostragem devido a fatores fisiológicos e ambientais. O Fe variou de valores abaixo do limite de detecção a 143,21 mg/kg (Tansagem) ; o Cu oscilou entre 4,08 mg/kg (Espinheira-Santa) e 57,01 mg/kg (Tansagem) e o Zn situou-se entre 15,30 mg/kg (Pitanga) e 116,57 mg/kg (Quebra-Pedra). Na simulação de extração integral 100% em infusões de matéria seca , a ingestão estimada dos metais contribuiu com até 2,07% (Fe) 12,22% (Cu) e 3,29% (Zn) da Ingestão Diária Recomendada para adultos. Os níveis enquadram-se em patamares seguros , mas estudos adicionais sobre a taxa efetiva de extração nas infusões permanecem necessários para garantir a segurança no consumo.
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