PATERNIDADE E CUIDADO: EVIDÊNCIAS QUALITATIVAS PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM

Autores

  • Cristian Roberto Boita Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Raquel Lima Rego Flores Universidade Estadual do Maranhão
  • Alexandre Paulo Loro Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Jeferson Santos Araújo Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Paternidade, Cuidado, Enfermagem, Pesquisa Qualitativa, Saúde do Homem

Resumo

A literatura internacional tem deslocado progressivamente o foco da paternidade do papel tradicional de provedor para a sua dimensão cuidadora, reconhecendo o homem como protagonista do cuidado ao filho, à parceira e à família (AGUAYO; BARKER; KIMELMAN, 2016; WOJNICKA; DE BOISE, 2025). O relatório Situação da Paternidade no Mundo em 2023 (PROMUNDO, 2023) mostra que os pais estão a prestar mais cuidados do que no passado, ainda que as mães continuem a assumir a carga predominante, e que normas de género restringem a busca masculina por cuidado, agravando disparidades em saúde (ABUALHAIJA, 2022). No Brasil, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem e as estratégias de pré-natal do parceiro convergem com a expectativa de que os homens vivenciem de forma ativa a transição para a paternidade (LEANDERZ et al., 2025). No campo da Enfermagem, contudo, a produção qualitativa sobre essa experiência permanece dispersa e, em grande parte, invisibilizada na prática clínica e nos serviços. Este estudo busca consolidar essas evidências em eixos compreensíveis, orientando práticas profissionais mais inclusivas e equitativas.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Chapecó