PARENTALIDADES NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL NO SUS

Autores

  • Luana Bugone Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Passo Fundo
  • Isabel Benevides Frossard Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Passo Fundo
  • Kelly de Almeida Schlager Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Passo Fundo
  • Ketlin Angelin Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Passo Fundo
  • Priscila Pavan Detoni Docente Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Passo Fundo https://orcid.org/0000-0002-7436-2229
  • Professora Dra. Shana Ginar da Silva Docente Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Passo Fundo https://orcid.org/0000-0003-1504-6936

Palavras-chave:

Ciclo gravídico-puerperal; Cuidado Materno-Infantil; Parentalidades

Resumo

O ciclo gravídico-puerperal envolve transformações que repercutem nas relações e responsabilidades parentais, destacando-se a participação paterna como componente da rede de apoio à mulher e à criança. Este estudo objetivou analisar a participação e o apoio paterno percebidos pelas mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal e sua relação com a saúde mental materna entre usuárias da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de estudo epidemiológico transversal e exploratório, realizado em oito unidades de saúde de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, com 122 mulheres com filhos de até dois anos. A participação e o apoio paterno foram avaliados por meio de questões em escala Likert, e os sintomas de depressão pós-parto pela Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo. Foram realizadas análises descritivas e bivariadas, com teste do qui-quadrado. Observou-se participação paterna frequente nos cuidados da criança em 77,9% das participantes e percepção de apoio paterno em 85,1%. Entre mulheres que relataram menor participação paterna, 44,4% apresentaram sintomas significativos de depressão pós-parto, comparado a  27,4% entre aquelas com participação frequente, sem associação estatisticamente significativa (p=0,239). Menor apoio paterno percebido associou-se a maior frequência de sintomas (50,0% versus 27,2%; p=0,040). Esses achados reforçam a importância da corresponsabilização paterna no cuidado materno-infantil na Atenção Primária.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Passo Fundo