EPIDEMIOLOGIA DA SAÚDE INDÍGENA NO DSEI/INTERIOR SUL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS A PARTIR DO PERFIL DE INDICADORES DE SAÚDE

Autores

  • Otavio Ananias Pereira da Silva Ribeiro Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó
  • João Vitor Kroth Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Francielli Girardi Universidade de Centro Oeste do Paraná- Unicentro
  • Daniela Savi Geremia Pós-doutoranda Programa de Pós-Graduação em Enfermagem UDESC, Bolsista FAPESC. Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó
  • Fabiano Geremia Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó
  • Victor Henrique Laranja Borges Taquary Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó
  • Larissa Hermes Thomas Tombini Doutora em Saúde Coletiva. Pós-doutoranda Programa de Pós-Graduação em Enfermagem UDESC. Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó, Orientadora

Palavras-chave:

saúde indígena, vigilância epidemiológica, Sistema Unico de Saúde

Resumo

A saúde das populações indígenas brasileiras é marcada por iniquidades históricas, vulnerabilidades socioambientais e barreiras de acesso aos serviços de saúde. Este estudo analisou o perfil epidemiológico da violência indígena nos municípios de abrangência dos Polos Base Chapecó, Ipuaçu, Passo Fundo e Guarita, pertencentes ao DSEI Interior Sul, entre 2021 e 2025. Trata-se de estudo epidemiológico observacional, retrospectivo, descritivo e analítico, baseado em dados secundários do SINAN e de outros Sistemas de Informação em Saúde. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e características das violências notificadas, utilizando estatística descritiva e ferramentas R, RStudio e QGIS. Foram identificadas 1.337 notificações, com maior concentração no PB Guarita (51,4%), seguido de Passo Fundo (30,7%), Ipuaçu (12,3%) e Chapecó (5,6%). Houve predominância de vítimas do sexo feminino (59,1%) e de adultos jovens, especialmente entre 20 e 29 anos (38,4%). A violência física foi predominante, enquanto lesões autoprovocadas apresentaram destaque em Chapecó e Ipuaçu. Pessoas conhecidas ou familiares foram os principais agressores, e o uso de álcool foi registrado em 50,9% dos casos. Os achados evidenciam desigualdades territoriais e vulnerabilidades que reforçam a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica, a atenção à saúde indígena e as redes de proteção e cuidado.

Downloads

Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Chapecó