PROGRAMA FORMAL DE MENTORIA EM SERVIÇO DE SAÚDE: POTENCIAIS, BARREIRAS E FACILITADORES

Autores

  • Morgana Brandão Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Chapecó SC
  • Julio Szymanski
  • Maiara Bordignon

Palavras-chave:

Desenvolvimento de Pessoal; Enfermagem; Mentoria; Retenção de Pessoal; Hospital.

Resumo

A transição de enfermeiros recém-formados é marcada por estresse, sobrecarga e risco de rotatividade, logo programas estruturados com mentoria formal podem contribuir para acolhimento, desenvolvimento e qualidade do trabalho clínico (Gill-Bonanca, 2024; Padilla et al., 2026; Ventimiglia et al., 2026; Södergård et al., 2025). Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial, facilitadores e barreiras para implementação de programa de mentoria como estratégia de apoio à retenção e desenvolvimento de enfermeiros. Trata-se de um estudo qualitativo com 20 enfermeiros de hospital público de referência em Santa Catarina, Brasil. A coleta ocorreu por entrevistas individuais, utilizando bola de neve, encerrada por saturação dos dados (Moura et al., 2022). A análise seguiu Bardin (2016). Os dados foram organizados em categorias segundo similaridade e Ciência da Implementação (Fixsen et al., 2005). O estudo seguiu as diretrizes éticas para pesquisa. Os resultados estiveram compreendidos em quatro categorias de análise: Conhecimento e experiência prévia com mentoria; Necessidades às quais um programa com mentoria poderia contribuir; Percepção dos participantes sobre como o programa deveria ser estruturado; e Facilitadores e dificultadores para sua implantação. A mentoria apresenta potencial para qualificar a prática, fortalecer liderança e apoiar retenção, dependendo de planejamento, apoio institucional e educação permanente.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Chapecó