COMUNICAÇÃO E SAÚDE DIGITAL EM ENTREVISTAS CLÍNICAS: PREVENÇÃO A TRANSTORNOS E SÍNDROMES EMERGENTES A PARTIR DAS NOVAS TECNOLOGIAS

Autores

  • Carla Laurenca Gomes da Silva UFFS
  • Anibal Lopes Guedes
  • Alessandra Regina Muller Germani
  • Darlan Martins Lara
  • Helena de Moraes Fernandes

Palavras-chave:

Dependência de Tecnologia; Estratégia de Saúde Digital, Sedentarismo, Informação e Comunicação em Saúde

Resumo

Introdução: A expansão do acesso à internet no Brasil (39% para 84% entre 2009-2024)  impulsionada sobretudo pela popularização do celular como principal meio de acesso, trouxe fenômenos clínicos emergentes ainda sem reconhecimento nosológico formal: Nomofobia, Demência Tecnológica Precoce, Transtorno do Isolamento Virtual e Síndrome do Metabolismo Lento, para os quais a entrevista clínica carece de diretrizes específicas. Objetivo: Identificar as melhores práticas de comunicação médico-paciente e analisar criticamente estudos sobre as quatro condições associadas ao uso problemático de tecnologias digitais, subsidiando um futuro Guia de comunicação preventivo. Método: Estudo descritivo-exploratório e qualitativo, com Análise de Conteúdo (Bardin, 2016), via pesquisa bibliográfica no PubMed e Scielo. O corpus reuniu 134 publicações: Eixo 1 - Comunicação clínica e Eixo 2 - Doenças digitais. Resultados: Identificaram-se 21.803 Unidades de Registro. No Eixo 1 (32,3%), destacaram-se Comunicação verbal/não verbal (10,2%) e Empatia clínica (7,2%). No Eixo 2 (67,7%), predominou a Nomofobia (28,9%), seguida de sintomas gerais (17,2%) e isolamento virtual (11,3%); Demência tecnológica precoce foi a menos representada (0,5%). Conclusão: A Nomofobia destacou-se como fenômeno mais investigado, enquanto a demência tecnológica precoce carece de sistematização. A desarticulação entre comunicação clínica e doenças digitais justifica a criação de um Guia original que integra essas competências.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Sociais Aplicadas - Campus Passo Fundo