REMOÇÃO DE FÁRMACOS DE EFLUENTES POR PROCESSOS OXIDATIVOS AVANÇADOS (POAs)

Autores

  • Kauê Câmara Leal de Oliveira Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Erechim
  • Bianca Trindade Oldoni
  • Vitória Bôaventura Midon
  • Yago Vitório Colares Pinto
  • Dr. Gean D. L Pasquali

Palavras-chave:

Bromazepam; Processos Oxidativos Avançados; Ozonização; Pirita; Contaminantes emergentes

Resumo

Fármacos são contaminantes emergentes que resistem aos tratamentos convencionais de água e esgoto, representando riscos à saúde e ao ambiente mesmo em baixas concentrações. Entre eles, destaca-se o bromazepam, fármaco psicoativo pouco estudado quanto à remoção em efluentes. Este trabalho avaliou a eficácia da ozonização e da pirita, resíduo da mineração de carvão, na degradação do bromazepam em água, em escala laboratorial. Os ensaios foram conduzidos em reator contínuo de leito fixo, com solução de bromazepam a 0,50 mg L⁻¹, por 8 horas, comparando ozonização isolada (ensaio A) e pirita nas massas de 750 g (ensaio B) e 1000 g (ensaio C). A pirita promoveu acidificação rápida da solução, enquanto a ozonização apresentou queda de pH gradual. As análises de carbono orgânico total (COT), nitrogênio total (NT) e demanda química de oxigênio (DQO) indicaram degradação parcial do fármaco em ambos os processos. Por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC), verificou-se que a ozonização isolada não removeu o bromazepam, formando apenas intermediários, enquanto a pirita promoveu degradação completa aos 120 min (ensaio B) e 240 min (ensaio C), por mecanismo similar ao Fenton-heterogêneo. A pirita mostrou-se alternativa promissora no tratamento de contaminantes emergentes.

         

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Engenharias - Campus Erechim