AVALIAÇÃO DE DIFERENTES INGREDIENTES PARA ALIMENTAÇÃO DE Gryllus assimilis – ENSAIOS DE SELETIVIDADE ALIMENTAR E DIGESTIBILIDADE

Autores

  • Julia Ruiz Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Leticia Polli
  • Silvia Romão
  • Vania Pinto
  • Leda Quast
  • Luisa Cazarolli

Palavras-chave:

Gryllus assimilis; Subprodutos agroindustriais; Proteína alternativa; Seletividade alimentar; Digestibilidade

Resumo

O estudo avaliou o uso de subprodutos agroindustriais na alimentação do Gryllus assimilis. Foram elaboradas e testadas seis dietas: Teste 1 (60% feijão bandinha + 30% bagaço de malte), Teste 2 (80% feijão + 10% farelo de milho), Teste 3 (Controle/FAO), Teste 4 (90% bagaço de malte), Teste 5 (65% levedura + 25% feijão) e Teste 6 (75% levedura + 15% bagaço). A caracterização centesimal revelou teor de umidade inferior a 7% (3,09% a 6,72%), fração mineral de 5,37% (T3) a 10,95% (T4) e lipídios variando de 2,83% (T5) a 12,03% (T4), seguido por T1 com 9,90%. No ensaio de digestibilidade proteica in vivo, o coeficiente de Digestibilidade Aparente da Proteína Bruta permaneceu elevado em todas as formulações (93,40% a 96,72%; T2 com 95,76%), sem variação estatisticamente significativa (p > 0,05). No ensaio de seletividade alimentar com 80 ninfas em 4 arenas radiais, a dieta T1 apresentou a maior preferência (20,75%; χ2 = 19,75, p = 0,0031), enquanto a T4 obteve a menor (10,75%). Conclui-se que os subprodutos são viáveis para a espécie, destacando-se a dieta T1 em atratividade e as dietas T3 e T2 em digestibilidade aparente, com o T4 apresentando o menor desempenho global.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Biológicas - Campus Laranjeiras do Sul