TILÁPIA-DO-NILO COMO MODELO PARA DETECÇÃO DA POSSÍVEL PRESENÇA DE POLUENTES AMBIENTAIS NO RIO SANTO ANTÔNIO: AVALIAÇÃO HISTOPATOLÓGICA DE RIM, FÍGADO E BRÂNQUIAS

Autores

  • Rosani Camile Machado Silva Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Ketlin Eduarda Gazzola Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Eduardo Augusto Bissani Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Caue Eduardo Dal Cero Cordeiro Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Laís Regina Vial Pettenon Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Izabel Aparecida Soares Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Patrícia Romagnolli Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Elisângela Düsman Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Annie Miyuki Coelho Kato Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Fabiana Elias Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Biomonitoramento; histopatologia; ecotoxicologia; poluentes ambientais.

Resumo

O presente trabalho avaliou o potencial da tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus) como organismo sentinela para o biomonitoramento da qualidade da água do Rio Santo Antônio e de pontos do Rio Iguaçu. Os peixes foram expostos, durante 96 horas, a amostras de água coletadas em diferentes pontos dos rios, além de um grupo controle mantido em condições laboratoriais. Após a exposição, foram coletados fragmentos de brânquias, fígado e rins, os quais foram submetidos ao processamento histológico e à coloração por hematoxilina e eosina. A avaliação microscópica permitiu identificar alterações como hiperplasia, fusão lamelar, desprendimento epitelial, aneurismas, congestão, inflamação e necrose nas brânquias. No fígado, foram observadas principalmente vacuolização citoplasmática, congestão, hemorragia, hipertrofia celular e necrose. Nos rins, identificaram-se vacuolização, congestão, inflamação e necrose. As alterações evidenciam respostas teciduais associadas à exposição a agentes estressores presentes nas amostras de água. Os resultados demonstram o potencial de O. niloticus como organismo sentinela em estudos de biomonitoramento aquático. Entretanto, a histopatologia isoladamente não permite identificar os contaminantes envolvidos, suas concentrações ou fontes, sendo recomendada sua associação a análises físico-químicas e químicas da água.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Agrárias - Campus Realeza