MARÍA LUGONES, DECOLONIALIDADES E O CONCEITO DE MULHER

Autores

  • Arnold Issaca Gloor UFFS
  • Emanuele Paska dos Santos
  • Thiago Soares Leite

Palavras-chave:

Filosofia decolonial, mulheres de cor, interseccionalidade, gêneros, feminismos

Resumo

Esta pesquisa, intitulada "María Lugones, decolonialidades e o conceito de mulher", analisou como o gênero foi imposto como ferramenta de poder colonial. Desenvolvida na UFFS Erechim, a investigação focou na obra "Colonialidade e gênero", buscando reconstruir a teoria de Lugones. O estudo durou doze meses e utilizou uma perspectiva metafísica para compreender as identidades marginalizadas. Os resultados mostram que o gênero não é biológico ou universal, mas um sistema moderno colonial. Esse sistema organizou o mundo de forma hierárquica, definindo "mulher" apenas como a fêmea branca e burguesa. Em contraste, mulheres negras e indígenas foram sistematicamente desumanizadas, sendo tratadas como seres "sem gênero" para justificar explorações brutais. Antes da colonização, muitas sociedades possuíam organizações igualitárias ou não binárias que foram apagadas por essa imposição europeia. A pesquisa conclui que o feminismo hegemônico sofre de uma cegueira epistemológica ao ignorar a intersecção entre raça e classe. Identificou-se o "lócus fraturado" como um espaço de resistência onde sujeitos oprimidos mantêm subjetividades ativas contra a lógica capitalista. Portanto, descolonizar o gênero é uma práxis essencial para a transformação social. Enfim, evidenciou-se que não existe decolonialidade real sem a superação das dicotomias hierárquicas impostas pelo colonialismo, resgatando humanidades anteriormente negadas por esse padrão global

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Humanas - Campus Erechim