AVALIAÇÃO DE BIOSSORVENTES PARA ADSORÇÃO DO CORANTE AZUL DE METILENO

Autores

  • Emanuele Deon Ely Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Gustavo Henrique Fidelis dos Santos

Palavras-chave:

azul de metileno, temperatura, biossolventes, adsorção

Resumo

A contaminação de efluentes por corantes sintéticos representa um significativo problema ambiental. Nesse cenário, a adsorção utilizando resíduos agroindustriais destaca-se como uma alternativa de baixo custo e elevado potencial de aplicação. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência de diferentes biossorventes na remoção do corante azul de metileno em diferentes temperaturas. Foram avaliados os resíduos casca de mandioca, palha de soja, sabugo de milho, casca de pinhão, semente de araçá, erva-mate palito e erva-mate fibra. Os ensaios foram conduzidos utilizando 3 g de adsorvente e 30 mL de solução de azul de metileno (10 mg L⁻¹), sob agitação de 100 rpm durante 120 minutos, nas temperaturas de 25, 50 e 75 °C. A concentração residual do corante foi determinada por espectroscopia UV-Vis em 660 nm. Os resultados demonstraram que a temperatura influenciou significativamente o desempenho dos biossorventes. A casca de mandioca apresentou a maior eficiência de remoção a 25 °C, alcançando 93,9%, porém seu desempenho diminuiu com o aumento da temperatura. Em contrapartida, o sabugo de milho e a casca de pinhão apresentaram aumento da capacidade adsortiva em temperaturas mais elevadas, atingindo remoções de 80,1% e 81,8%, respectivamente, a 75 °C. 

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Engenharias - Campus Laranjeiras do Sul