ANÁLISE DOS EFEITOS NEUROQUÍMICOS DA N-ACETILCISTEÍNA (NAC) EM PEIXES-ZEBRA SUBMETIDOS AO ESTRESSE CRÔNICO IMPREVISÍVEL

Autores

  • Matheus Ricardo Hoffmann de Souza UFFS-PF
  • Bruno Zilli Peroni
  • Ricieri Mocelin

Palavras-chave:

Peixe-zebra, N-acetilcisteína, Estresse Crônico Imprevisível, Estresse Oxidativo

Resumo

O estresse oxidativo e a peroxidação lipídica nas membranas neuronais têm papel crucial na fisiopatologia da depressão e da ansiedade. O objetivo deste estudo foi comparar a capacidade neuroprotetora da N-acetilcisteína (NAC) contra o dano lipídico encefálico induzido pelo protocolo de Estresse Crônico Imprevisível (ECI) em peixes-zebra (Danio rerio), frente aos psicotrópicos fluoxetina (FLU) e cetamina (KET).

Utilizaram-se 128 peixes-zebra adultos divididos em 8 grupos (estressados e não estressados; n = 16/grupo). Após 7 dias de ECI, realizou-se intervenção farmacológica de 20 minutos com NAC (10 mg/L), FLU (10 mg/L), KET (20 mg/L) ou veículo. A peroxidação lipídica foi quantificada via ensaio de TBARS no tecido encefálico.

O ECI aumentou significativamente os níveis de TBARS nos animais estressados (p < 0,001). Apenas a NAC reverteu o dano lipídico tecidual (p = 0,0258), restabelecendo os parâmetros aos níveis do controle não estressado por meio do estímulo à síntese de glutationa. A fluoxetina e a cetamina não preveniram a peroxidação lipídica em nível estatístico.

A NAC demonstra efetividade neuroprotetora superior aos fármacos convencionais na mitigação imediata do dano oxidativo cerebral, consolidando-se como uma promissora alternativa terapêutica complementar em distúrbios neuropsiquiátricos.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Biológicas - Campus Passo Fundo