RELAÇÕES ENTRE FORÇAS CENTRÍPETAS E CENTRÍFUGAS EM DISCURSOS FUNDADORES

Autores

  • Luciano Leite Caitano UFFS
  • Cinthia Isadora Schmit Frank UFFS
  • Drª. Ana Beatriz Ferreira Dias UFFS

Palavras-chave:

Colonos, Luso-brasileiros, Forças centrípetas, Forças centrífugas

Resumo

Neste trabalho, objetivamos compreender a relação entre luso-brasileiros e colonos alemães, a partir de enunciados que compõem o livro Reminiscências (2002), de autoria do Pe. Max Von Lassberg, tradicionalmente considerado o "fundador" de Cerro Largo (RS). Buscamos problematizar, mais especificamente, textos relativos ao contato de tais grupos na antiga colônia de Serro Azul, território que abrange o atual município de Cerro Largo (RS) e redondezas, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, no início do século XX. Para tanto, nos valemos de estudos do Círculo de Bakhtin. Entendemos a palavra como um signo ideológico. Nessa perspectiva, recorremos à metodologia do cotejamento entre textos, preconizado por Geraldi (2012), construindo um diálogo com (com)textos históricos e linguísticos. Ao compreendermos o livro Reminiscências (2002) como um efetivo heterodiscurso, Bakhtin (2015) propõe a coexistência de forças centrípetas e centrífugas. Nos enunciados analisados, observamos que os grupos socioculturais luso-brasileiros e colonos germânicos são postos numa relação diametralmente oposta, envolto da ideia de força de trabalho. Nesse embate dialógico, escutamos vozes de forças centrípetas, que apontam para a preservação de modos culturais agrícolas alemãs, uma aculturação, como também vozes de forças centrífugas, sugerindo um modo outro de vida e de agricultura cultivado pela população cabocla.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Linguística, Letras e Artes - Campus Cerro Largo