PERFIL DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM ADULTOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA: PREVALÊNCIA E PRINCIPAIS DETERMINANTES

Autores

  • Daniel Marchi Kieling Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Gustavo Olszanski Acrani Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Ivana Loraine Lindemann Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Regina Inês Kunz Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Saúde Pública, Doença Crônica, Epidemiologia

Resumo

Este estudo analisou o perfil epidemiológico e os fatores associados à Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) em 908 adultos (20 a 59 anos) atendidos na Atenção Primária à Saúde (APS) em Passo Fundo/RS. A prevalência de HAS encontrada foi de 39,5% (n = 359). Entre os hipertensos, predominaram mulheres (75,8%), pessoas brancas (59,9%), indivíduos com companheiro (66,6%), residentes com três ou mais pessoas (63,8%), trabalhadores ativos (61,6%) e pessoas com ensino médio ou superior (51,8%).

Destaca-se a alta prevalência de hábitos não saudáveis e comorbidades cardiometabólicas, como sedentarismo (61,6%), obesidade (42,9%), hipercolesterolemia (40,7%), etilismo (30%), hipertrigliceridemia (27,9%), diabetes (26,5%) e tabagismo (19%). Além disso, 27,2% relataram polifarmácia (uso de cinco ou mais medicamentos).

A HAS apresentou associação estatisticamente significativa com menor escolaridade, atividade remunerada, inatividade física, consumo de álcool, comorbidades metabólicas (obesidade, diabetes, dislipidemias), histórico de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e polifarmácia (p ≤ 0,03).

Os achados reforçam que a HAS integra um espectro complexo de disfunção cardiometabólica, exigindo que o manejo na APS vá além do simples controle pressórico, adotando abordagens interdisciplinares voltadas à mudança de estilo de vida e mitigação global de riscos.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Passo Fundo