EXTRAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DOS COMPOSTOS BIOATIVOS DO ALECRIM

Autores

  • Rosaura Oliveira Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Luára Vaz Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Aline Dresch Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Guilherme Mibielli Universidade Federal da Fronteira Sul
  • João Paulo Bender Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Alecrim, Extração assistida por ultrassom , compostos fenólicos, Atividade antioxidante, Cromatografia líquida de alta eficiência

Resumo

O alecrim (Rosmarinus officinalis) é amplamente reconhecido por suas propriedades funcionais. Este trabalho objetivou extrair compostos bioativos do alecrim via ultrassom indireto e caracterizar os extratos quanto aos compostos fenólicos totais (CFT), atividade antioxidante total (AAT) e perfil cromatográfico. As extrações ocorreram em banho de ultrassom (40 kHz, 250 W), variando temperatura (55 a 85 °C), razão sólido-líquido (40 a 80 mg/mL) e concentração de etanol (40 a 80%). Os extratos foram analisados pelos métodos de Folin-Ciocalteu (CFT), radical DPPH (AAT) e HPLC-MS. Os resultados indicaram que o rendimento de CFT manteve-se estatisticamente estável (13,17 a 17,61 mg AGE/g), sugerindo que a cavitação promoveu uma transferência de massa homogênea. Em contraste, a AAT foi fortemente influenciada pela temperatura. Os maiores potenciais antioxidantes (até 33,6 mg TE/g) foram obtidos na condição termicamente mais branda (55 ºC). A exposição a 85 ºC reduziu a AAT pela metade, evidenciando a degradação de fitoquímicos termolábeis. A cromatografia confirmou os ácidos rosmarínico e carnósico como majoritários. Conclui-se que a extração ultrassônica a 55 ºC maximiza a atividade antioxidante ao preservar metabólitos essenciais, confirmando o elevado potencial fitoquímico do alecrim para aplicações nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Engenharias - Campus Chapecó