PREVALÊNCIA DE ANSIEDADE EM ADULTOS ATENDIDOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Autores

  • Natan Zanella Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Ivana Loraine Lindemann Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Gustavo Olszanski Acrani Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Ansiedade, Atenção Primária à Saúde, Sáude Mental, Prevalência

Resumo

Os transtornos de ansiedade constituem importante problema de saúde pública e representam uma das principais causas de incapacidade. Este estudo objetivou estimar a prevalência de ansiedade e avaliar sua associação com características sociodemográficas, comportamentais e condições de saúde em adultos atendidos na Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de um estudo epidemiológico transversal realizado com 908 indivíduos de 20 a 59 anos atendidos nas unidades urbanas da APS de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, entre julho e dezembro de 2025. O desfecho foi definido pelo diagnóstico médico autorreferido de ansiedade, e as associações foram avaliadas pelos testes do qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher. A prevalência de ansiedade foi de 54,8% (IC95 52–58), sendo significativamente maior entre mulheres, indivíduos com depressão, em acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, portadores de multimorbidades, usuários de medicação contínua e pessoas com obesidade (p<0,001). A prevalência observada foi superior à descrita em estudos populacionais, possivelmente em razão do perfil da amostra, composta predominantemente por adultos em idade economicamente ativa e com doenças crônicas. Os achados evidenciam a ansiedade como importante problema de saúde na APS e reforçam a necessidade de rastreamento, diagnóstico precoce e acompanhamento longitudinal para qualificar a assistência em saúde mental.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Passo Fundo