EXTRAÇÃO, SEPARAÇÃO E SECAGEM DA PROTEÍNA DO BAGAÇO DE MALTE

Autores

  • Pedro Afonso Wurdig da Silva Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Aline Perin Dresch Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Guilherme Martinez Mibielli Universidade Federal da Fronteira Sul
  • João Paulo Bender Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Resíduo lignocelulósico, Proteína, Pré-tratamento alcalino

Resumo

O desequilíbrio ambiental causado pelo amplo consumo e desperdício característicos de um sistema econômico linear implica no melhor aproveitamento de recursos, o que inclui resíduos industriais. Neste contexto, o bagaço de malte aparece como uma alternativa de baixo custo e alto potencial de valorização de seus constituintes.

Com foco na extração da fração proteica encontrada na matriz lignocelulósica do bagaço, previamente caracterizado, foram empreendidas cinco diferentes vias de pré-tratamento alcalino com  hidróxido de sódio em uma concentração de 5% (m/V), que abrangeram: agitação em shaker (60 °C) por 2 e 4 h, banho ultrassônico com agitação mecânica e banho ultrassônico seguido de pré-tratamento em autoclave com e sem NaOH, visando avaliar o potencial de recuperação proteica do bagaço de malte. 

Os resultados obtidos demonstraram que o pré-tratamento que integrou a utilização de NaOH, a autoclave e o banho de ultrassom por duas horas apresentou os melhores resultados, com recuperação proteica de 73,20%, enquanto a ausência de NaOH impediu a solubilização da proteína e os testes com shaker apresentaram resultados semelhantes entre si. Assim, com os resultados obtidos,  comprova-se o potencial de valorização do bagaço de malte por meio de seu fracionamento em um produto de alto valor agregado.

 

 

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Engenharias - Campus Chapecó