A REORGANIZAÇÃO DA TERRA PELA EXPANSÃO DAS MONOCULTURAS NO SUL DO BRASIL (1965-2000)

Autores

  • Leonardo Alves da Silva Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Dra. Samira P. Moretto Universidade Federal da Fronteira Sul

Palavras-chave:

Monoculturas, História Ambiental, Sul do Brasil

Resumo

A formação geográfica do sul do Brasil corresponde majoritariamente no domínio do bioma de Mata Atlântica, destacando-se pela presença de uma gama de espécies que caracterizam o ecossistema nativo. Historicamente, os processos de ocupação passaram das atividades pecuárias e extrativistas do século XIX, para a introdução e avanço de monoculturas florestais e agrícolas exóticas em larga escala. Voltadas para uma produção industrial, a inserção de monoculturas causam modificações no território e colocam em risco o ecossistema local, além de uma reconfiguração no uso da terra, visando interesses econômicos e políticos. 

A introdução destas espécies exóticas, se origina na política ambiental incentivada pelos governos militares, onde o “reflorestamento” foi financiado para suprir a matéria-prima do setor madeireiro e gerar ganhos econômicos através da condição industrial. Já por atender os interesses agroindustriais, o incentivo a grande propriedades de grãos, inseriram a soja, consolidando um modelo voltado para exportação.

Desta forma, a pesquisa propõe a análise, através de uma perspectiva da História Ambiental, as condições históricas e as consequências socioambientais da expansão destas monoculturas no sul do Brasil, observando os incentivos fiscais e políticos durante o período ditatorial para a reestruturação deste espaço em um modelo agroindustrial de produção em larga escala.

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências Humanas - Campus Chapecó