PREVALÊNCIA DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM INDÍGENAS ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE NO SUL DO BRASIL

Autores

  • Jackson Menezes de Araújo UFFS
  • Rangel Araújo Fernandes Braga Bicalho
  • Daniela Texeira Borges Texeira Borges
  • Gustavo Olszanki Acrani
  • Ivana Loraine Lindemann
  • Leandro Tuzzin

Palavras-chave:

epidemiologia, doença crônica, serviços de saúde indígena

Resumo

Estimar a prevalência de DCVs e analisar fatores sociodemográficos, clínicos e comportamentais em indígenas atendidos em um ambulatório especializado no sul do Brasil. Trata-se de um estudo transversal, realizado mediante aprovação ética (parecer de número 5.918.524), incluindo indígenas de ambos os sexos, ≥  20 anos e atendidos de agosto de 2021 a junho de 2024. Os dados foram obtidos de prontuários eletrônicos do Ambulatório de Saúde Indígena mantido pela Universidade Federal da Fronteira Sul em parceria com o Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo/RS. O desfecho principal foi a prevalência das DCVs, incluindo diagnóstico de ao menos uma das seguintes doenças: hipertensão arterial sistêmica, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial coronária. As variáveis independentes analisadas foram sexo, faixa etária, moradia, escolaridade, dislipidemia, diabetes mellitus (DM), tabagismo, consumo de bebida alcoólica e prática de atividade física. Para análise estatística usou-se o teste do qui-quadrado, adotando-se um nível de significância p<0,05. A amostra foi composta por 570 indígenas. Observou-se uma prevalência de DCVs de 27% (IC95 24-31), mais elevada em idosos (68,4%; p<0,001), não alfabetizados (51,2%; p<0,001), com cônjuge (34,3%; p=0,001), com dislipidemia (65,5%; p<0,001) e com DM (64,1%; p<0,001).

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Publicado

13-10-2026

Edição

Seção

Ciências da Saúde - Campus Passo Fundo