DA PAISAGEM DO MEDO À PAISAGEM DO DESESPERO:
O QUE MARCA A EXPERIÊNCIA DE MUNDO APÓS UMA CATÁSTROFE?
Resumo
O propósito do presente trabalho realizado é examinar, partindo dos traumas psíquicos e paisagísticos, um desastre ocorrido no município brasileiro de Brumadinho, situado no estado de Minas Gerais. No dia 25 de janeiro de 2019, a represa de rejeitos de minério de ferro pertencente à empresa Vale se rompeu causando uma desconfiguração da paisagem e perda de vidas humanas. Ao decorrer de toda a pesquisa apresenta-se uma possibilidade de análise. O enfoque é direcionado para a compreensão dos efeitos de uma tragédia na vida das pessoas afetadas, partindo do pressuposto de que a paisagem representa uma categoria crucial, não apenas no discurso geográfico, mas também na experiência humana.
Desta forma, a pesquisa buscou discutir a tragédia de Brumadinho como algo que modifica, em alguma medida, a concepção da categoria paisagem no campo científico. Geralmente, os estudos de transformações espaciais, pautados em metodologias que se apoiam na paisagem, consideram análises de imagens orbitais, sequências fotográficas de períodos mais longos de tempo, enfim, séries documentais que permitam comparar passado e presente para o desenvolvimento de estudos sobre análise ambiental e transformações culturais.
Porém, quando se trata de eventos muito rápidos, como foi o rompimento daquela barragem de rejeitos de minério de ferro, a transformação da paisagem é aterradora e tudo ocorre em questão de minutos.
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Submeto o trabalho apresentado como texto original à Comissão Científica da XVI JIC, o qual apresenta os resultados de subprojeto de pesquisa, e concordo que os direitos autorais a ele referentes se tornem propriedade do Anais da XVI JIC da UFFS.
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